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Bolsas mundiais continuaram a cair em fevereiro, mas queda abrandou

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O conjunto das bolsas mundiais perdeu 0,89% em fevereiro, segundo o índice MSCI. Japão, Índia, Suíça e Itália estiveram em destaque pela negativa. PSI 20, da Bolsa de Lisboa, perdeu 5,9%. Depois de recomendação tímida do G20, China é a primeira economia a decidir novos estímulos

Jorge Nascimento Rodrigues

O mercado bolsista mundial continuou em queda em fevereiro, mas a quebra abrandou. Depois de um recuo de 6,1% em janeiro, o índice MSCI para o conjunto das bolsas mundiais perdeu 0,89% em fevereiro.

Em termos “regionais”, a maior queda registou-se na Europa, com o índice MSCI respetivo a baixar 2,08%. A segunda maior descida verificou-se com o índice MSCI para a Ásia Pacífico que perdeu 1,83%. Em fevereiro, apenas o grupo dos mercados de fronteira (economias que ainda não são consideradas emergentes) registou um ganho, de 3,46%. O índice MSCI para os Estados Unidos perdeu 0,48% e o índice para o conjunto das economias emergentes recuou 0,28%.

Em termos anuais, a Ásia Pacífico continua a liderar as quedas, com um recuo de 9,7% do índice MSCI, onde pesam sobretudo as quebras nas bolsas da China e da Índia, e a Europa anda perto com uma descida de 8,6%.

Geografia da crise na Ásia e na Europa

A geografia da crise bolsista em fevereiro, olhando para as principais praças financeiras do mundo, centrou-se no Japão, Índia, Suíça e Itália, com quebras dos principais índices acima de 5,5%. O índice nipónico Nikkei 225 perdeu 8,5%, os índices de Mumbai, Nifty 50 e BSE Sensex, caíram 7,6% e 7,5% respetivamente, o índice SMI de Zurique recuou 5,7% e o MIB de Milão desceu 5,5%. O índice PSI 20, da Bolsa de Lisboa, perdeu 5,9%.

No entanto, no âmbito dos mercados emergentes e de fronteira, os melhores desempenhos, com subidas acima de 3,5% em fevereiro, registaram-se para o índice iBovespa de São Paulo, com ganhos de 5,9% e Tadawull de Riade, que subiu 3,6%. Com subidas entre 3 e 3,5% incluem-se os principais índices das bolsas de Jacarta, Taipé, Istambul e Moscovo.

O final do mês ficou marcado negativamente pelo anúncio pelo Eurostat que a inflação anual na zona euro regressou a terreno negativo em fevereiro.

Preço do Brent sobe na sequência da iniciativa de Doha

No mercado das matérias-primas, fevereiro continuou a registar descidas, com os índices CRB e S&P GSCI a caírem 3,05% e 3,21% respetivamente. No entanto, o barril de petróleo de Brent, a variedade europeia de referência internacional, viu o preço subir 5,6% durante o mês, fechando perto de 37 dólares, em virtude do efeito da iniciativa de Doha (que tem alimentado a expetativa de um acordo em março entre o cartel petrolífero e a Rússia) cuja primeira reunião se realizou na capital do Qatar a 16 de fevereiro.

As recomendações da reunião de ministros das Finanças e governadores e presidentes dos bancos centrais do G20, as vinte principais economias do mundo, divulgadas no sábado passado, foram tímidas e geraram desapontamento. Nomeadamente face às expetativas criadas pelas próprias recomendações do Fundo Monetário Internacional aconselhando a uma ação coordenada dos membros do G20 de estímulos monetários, orçamentais e de reformas estruturais para impulsionar a retoma.

A China foi o primeiro participante do G20 a surpreender com uma decisão do Banco Popular da China anunciada já depois do fecho do mercado financeiro asiático na segunda-feira, último dia de fevereiro. O banco central em Pequim decidiu cortar em 50 pontos base o rácio obrigatório de reservas nos bancos chineses permitindo, assim, a libertação de maior liquidez para a economia.

  • Juros das Obrigações do Tesouro português a 10 anos encerraram a última sessão de fevereiro abaixo de 3% no mercado secundário, mas estão ainda acima do valor de fecho de janeiro. “Clube” internacional dos juros negativos amplia-se na zona euro e passa a incluir o Japão no prazo a 10 anos e a Alemanha no prazo a 9 anos