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BCE ameaça BPI com multa diária de €3,2 milhões

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reuters

O banco de Fernando Ulrich pode ser obrigado a pagar um máximo de 3,2 milhões de euros por dia, caso não reduza a sua exposição ao mercado angolano até 10 de abril

O BPI está obrigado, até ao dia 10 de abril, a reduzir a sua exposição ao mercado angolano, como exige o Mecanismo Único de Supervisão (MUS). Caso contrário, o Banco Central Europeu (BCE) irá começar a aplicar uma coima diária ao banco liderado por Fernando Ulrich, noticia esta terça-feira o “Jornal de Negócios”.

Faltam 40 dias para o fim do prazo que o BCE estipulou para o BPI regularizar a sua situação: o BPI anunciou aos mercados, há pouco mais de um ano, ter um excesso de concentração de riscos no mercado angolano, onde está presente através dos 50,1% que tem no Banco de Fomento Angola (BFA). Isto aconteceu após Bruxelas ter excluído Angola da lista de países com supervisão equivalente à europeia.

Esta ameaça de multa diária trata-se de uma forma de pressão para que o banco e os seus acionistas – em particular Isabel dos Santos –, garantam uma resposta às exigências do BCE.

A multa pode chegar a 5% do volume de negócios diário médio: se o indicador de volume de negócios a ter em conta for o produto bancário, o BPI arrisca-se a pagar um máximo de 3,2 milhões de euros por dia, escreve o "Jornal de Negócios".

Esta medida punitiva está contemplada no guia sobre supervisão bancária publicado pelo MUS em Novembro de 2014.