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E se o Facebook começar a concorrer com a Google?

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Dado Ruvic / Reuters

A rede social de Mark Zuckerberg já tem 1,59 mil milhões de utilizadores em todo o mundo. Só lhe falta ter um motor de busca mais avançado que faça a diferença em relação à Google – e está a trabalhar para isso

André Rosa

O Facebook está a desenvolver uma nova ferramenta de pesquisa. Depois do Gráfico Social, lançado em 2013 e apenas disponível nos EUA, a equipa de Mark Zuckerberg tem trabalhado no desenvolvimento de um novo motor de busca, que a ser bem sucedido, promete ameaçar a Google.

Em outubro de 2015, a rede social testou a possibilidade de se pesquisar entre todas as publicações vísiveis publicamente na rede, sem o que os utilizadores tenham dado por isso. Entrou ao serviço um algoritmo capaz de classificar e aperfeiçoar milhões e milhões de publicações de todos os utilizadores – que atualmente já são 1,59 mil milhões em todo o mundo. Com que objetivo? "Tornar o Facebook um local de conversa sobre o que se passa no mundo, onde qualquer um pode participar", disse Tom Stocky, citado pela Bloomberg.

Para isso, o Facebook tem de conseguir indexar todos os conteúdos e atualizações - fotografias, vídeos, links, patilhas, gostos e comentários -, organizando-os em palavras-chave verificadas por super-computadores. Os resultados surgem apurados tanto quando possível e por ordem de importância, com base no algoritmo da rede social. Fontes oficiais de notícias, páginas de amigos, marcas, celebridades e desconhecidos estão no topo das prioridades.

Nova pesquisa ameaça Google?

"Se a pesquisa se desenvolver a sério, a Google será colocada sob pressão", afirmou o analista Victor Anthony. Já Mark Mahaney, analista na RBC Capital Markets, acredita que "as pessoas podem não querer mudar a forma como usam o Facebook e partilham conteúdos, mesmo que o Facebook ofereça uma experiência diferente da Google", com uma pesquisa personalizada entre o universo dos amigos adicionados. "As probabilidades são fracas", conclui.

Com ou sem uma pesquisa mais sofisticada, a rede social lidera atualmente o ranking mundial, com 1,5 mil milhões de pesquisas diárias. Tom Stocky mantém a sua convicção: "Quando as pessoas associarem o Facebook à reposta que querem à sua pergunta, seremos bem-sucedidos".