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Bolsas. Ásia fecha fevereiro no vermelho, frustração com G20

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As quatro praças financeiras mais importantes da região encerraram esta segunda-feira registando perdas. Retórica da reunião do G20 em Xangai não mobiliza. Preço do Brent continua a subir

Jorge Nascimento Rodrigues

O mês de fevereiro terminou mal na Ásia Pacífico. As quatro mais importantes bolsas da região, Tóquio, Xangai, Shenzhen e Hong Kong fecharam esta segunda-feira no vermelho. Em Shenzhen, a segunda bolsa chinesa, a queda foi de 5,37%. Em Xangai, o índice composto recuou 2,86% e o índice chinês de referência, o CSI 300 (para as trezentas principais cotadas nas duas bolsas), caiu 2,39%. Na Bolsa de Tóquio, a terceira mais importante do mundo, o índice Nikkei 225 perdeu 1% e o TOPIX desceu 1,02%. O índice de volatilidade desta bolsa subiu hoje 2,2%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng, negociava a perder mais de 1%, tal como o BSE Sensex em Mumbai, na Índia.

Os futuros do Dax em Frankfurt e do Dow Jones e do S&P 500 em Wall Street estão no vermelho, indiciando aberturas em baixa na Europa e em Nova Iorque.

Os mercados financeiros asiáticos ficaram desapontados com as conclusões da reunião do G20 que terminou no sábado em Xangai. O G20 apelou a que os governos e os bancos centrais do grupo das 20 mais importantes economias usem todas as ferramentas de políticas, individual e coletivamente, para enfrentar riscos globais crescentes, mas nenhuma orientação concreta foi aprovada, como pretendia o Fundo Monetário Internacional. O G20 alertou que a gestão dos riscos que ameaçam a fraca retoma mundial não pode depender em exclusivo da política monetária. Os governos têm de optar por uma combinação mais eficaz com a política orçamental e a política de reformas, mas não saiu nenhum pacote. A Alemanha, pela voz do seu ministro das Finanças, Wolfgang Schäuble, opôs-se a qualquer política orçamental flexível.

Os analistas sublinham, também, esta segunda-feira, que o G20 recomendou consultas prévias sempre que algum membro decida optar por uma desvalorização da sua moeda. Resta ver, na prática, como isso ocorrerá. A moeda chinesa, por exemplo, desvalorizou 0,3% face ao dólar na última semana. O Banco Popular da China, o banco central, voltou a fixar em baixa esta segunda-feira o câmbio do renminbi.

O preço do barril de petróleo de Brent continuou a subir na sessão asiática. Na semana passada subiu 6,5% e esta segunda-feira já ganhou 1,4%. Fechou hoje a sessão asiática cotando-se em 35,58 dólares. O ponto mais baixo do atual ciclo descendente dos preços do crude registou-se a 20 de janeiro com o preço do Brent fixando um mínimo de 27,10 dólares. A expetativa em torno de um acordo em março para um congelamento da produção em níveis de janeiro por parte da Organização dos Países Exportadores do Petróleo e outros não membros do cartel, nomeadamente a Rússia, tem alimentado a subida do preço.