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Antrop admite que transportes poderão ficar mais caros

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Tiago Miranda

A associação de transportes rodoviários de passageiros alerta que os benefícios fiscais que o Estado criou não chegam para cobrir o agravamento do ISP de seis cêntimos por litro de combustível

A Associação Nacional de Transportes Rodoviários de Passageiros (Antrop) admite que os transportes poderão ficar mais caros com o agravamento do imposto sobre produtos petrolíferos (ISP). "Essa não é a melhor medida, mas teríamos de pedir o aumento para sobrevivermos", admitiu o presidente da Antrop, Luís Cabaço Martins, em entrevista ao "Jornal de Negócios".

A medida que o Governo anunciou, como compensação, de majorar os benefícios fiscais para as empresas de transportes, não convence a associação. Na mesma entrevista o líder da Antrop considera que a majoração dos benefícios fiscais para compensar o agravamento do ISP "é bem-vinda, mas só se aplica a algumas empresas, às que têm lucro".

"Hoje a maior parte não tem resultados positivos ou tem resultados em cima da linha de água", nota Luís Cabaço Martins. "Mesmo para quem tem lucros, o benefício em sede de IRC não cobre o aumento de seis cêntimos (por litro) no ISP. A ideia de que este agravamento é compensado pela majoração não é rigorosamente verdade. Por isso pedimos ao Governo para isentar entidades que não podem repercutir nas tarifas o aumento do custo", acrescenta o dirigente.

A Antrop defende que o transporte público de passageiros fique à margem do agravamento de ISP, mas pretende também que os passes sociais voltem a ter descontos de 50% para os passageiros mais jovens.

Os aumentos de preços dos últimos anos, frisou Luís Cabaço Martins, provocaram uma queda da procura acentuada e deixaram o sistema de transportes "à beira do colapso".