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Bolsas mundiais em segunda semana de ganhos

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Balanço semanal. O índice mundial subiu perto de 1%, com o índice para os Estados Unidos a liderar. Preço do Brent subiu 6,5%

Jorge Nascimento Rodrigues

As bolsas mundiais fecharam em terreno positivo pela segunda semana consecutiva, mas os ganhos foram muito inferiores em relação à semana anterior.

O índice MSCI para as bolsas de todos os países subiu esta semana 0,94%, enquanto, na semana anterior, havia avançado 3,6%, puxado pelas praças financeiras da Ásia Pacífico. Esta semana foram os Estados Unidos que puxaram pelo índice mundial, com um ganho de 1,64%, segundo o índice MSCI respetivo. Os índices MSCI para a Europa e a Ásia Pacífico subiram ligeiramente 0,03% e 0,02% respetivamente.

Olhando para os índices das principais praças financeiras do mundo, os piores desempenhos semanais situaram-se na Ásia, com destaque para o CSI 300 (das trezentas principais cotadas nas duas bolsas chinesas de Xangai e Shenzhen) que recuou 3,4%, os dois índices indianos da Bolsa de Mumbai, que perderam mais de 2%, e o ASX 200 australiano que desceu 1,5%.

Os melhores desempenhos semanais encontram-se na Europa, com o índice RTSI de Moscovo a subir 4,3% e o MIB de Milão a ganhar 3,4%. O índice Eurostoxx 50 (das cinquenta principais cotadas em 12 países da zona euro) avançou 2%. O índice PSI 20, da Bolsa de Lisboa, registou um ganho ligeiro de 0,09%.

Para o fecho do mês de fevereiro ainda falta a sessão de segunda-feira. Até agora, Nova Iorque e o grupo dos mercados de fronteira (economias que ainda não são consideradas emergentes) registam ganhos mensais, segundo os índices MSCI respetivos. A liderar as quedas mensais continua a Europa, com um recuo de 2,24%, seguida da Ásia Pacífica com perdas de 1,46%. O índice MSCI para a Europa abrange 10 membros do euro e cinco fora (Noruega, Suécia, Suíça e Reino Unido).

No mercado das matérias-primas, a semana foi de ganhos. O índice CRB subiu 1,28% e o S&P GSCI avançou 2,13%. O preço do baril de petróleo de Brent subiu de 33 dólares no fecho da semana anterior para 35 dólares no fecho desta semana, um ganho de 6,5%, alimentado pela expetativa positiva em torno de nova reunião em março do grupo de Doha, que abrange a Arábia Saudita, o Qatar, a Rússia e a Venezuela. Na sexta-feira, o preço do Brent aproximou-se de 37 dólares ao início da tarde. O atual ciclo descendente do preço do Brent iniciou-se em junho de 2014 e atingiu o ponto mais baixo, até à data, a 20 de janeiro cotando-se em 27,10 dólares. Os analistas discutem se um acordo entre a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e alguns produtores fora do cartel (como a Rússia), a ser conseguido efetivamente em março, com vista a uma estabilização da produção em níveis de janeiro provocará o fim do ciclo de queda do preço do barril.