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Bruxelas quer evitar que TAP descole das mãos de acionistas europeus

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PATRÍCIA DE MELO MOREIRA

Chumbo da ANAC, na passada sexta-feira, foi influenciado por Bruxelas. Em causa estão acordos comerciais, operacionais e financeiros que a TAP terá establecido com outras empresas de Neeleman, desde que foi privatizada

Há negócios que parecem destinados a não descolar. E a venda da TAP é um deles. De acordo com o "Diário Económico" desta sexta-feira, a Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) estará a ser pressionada pela Direção-Geral Europeia dos Transportes (DG Move), para que a TAP não acabe nas mãos de accionistas não-europeus.

Ou seja, que não vá parar às mãos do norte-americano David Neeleman, sócio minoritário do consórcio Atlantic Gateway. Em causa estão acordos comerciais, operacionais e financeiros que a TAP terá establecido, com outras empresas de Neeleman, desde que foi privatizada.

Na sexta-feira passada, a ANAC decidiu chumbar a privatização decidida pelo anterior Governo - a venda de 60% do capital a David Neeleman e Humberto Pedrosa -, travando o empréstimo obrigacionista de 120 milhões de euros. Este montante seria assegurado em grande parte pela Azul, empresa de Neeleman.

Segundo o "Económico", a DG Move estará, neste momento, a orientar a análise da ANAC menos para questões quantitativas "quanto ao número de acções e de administradores, mas para os acordos comerciais e das relações financeiras” que se estabelecem entre os vários intervenientes.