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Banca corta mais 1108 empregos em 2015

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Tiago Miranda

A média de cortes na banca entre 2008 e 2014 mantém-se, cerca de 1000 por ano, face ao artigo publicado no Expresso Diário em junho de 2015 e agora disponível no Expresso online. Em 2015 saíram do mercado de trabalho 1108 trabalhadores dos bancos em Portugal. E em 2016 já é certo o despedimento de mais 500 trabalhadores do Novo Banco

Em 2015 os maiores bancos - CGD, BCP, Santander Totta, BPI e Novo Banco - cortaram 1108 postos de trabalho na atividade em Portugal. Em destaque,em 2016, e a superar os números do passado está o Novo Banco. Este ano terá de despedir cerca de 1000 trabalhadores, dos quais 500 poderão sair através de despedimento coletivo. Um mecanismo pouco utilizado no sistema financeiro.

O BCP foi, quer em Portugal quer nas operações no exterior, o banco que mais trabalhadores dispensou,sobretudo através de reformas antecipadas e saídas por mútuo acordo. Em Portugal dispensou 336 trabalhadores, dos 457 no grupo.

O mesmo aconteceu com a CGD que reduziu o quadro de pessoal em 448 pessoas, seguido do Novo Banco com 441 trabalhadores. O BPI e o Santander Totta foram os bancos que menos cortes fizeram. No BPI saíram 63 trabalhadores. Já o Santander Totta dispensou 25 trabalhadores, mas em 2016 poderá fazer ajustamentos na sequência da compra do Banif.

No total, tendo em conta as operações destes bancos no exterior, à exceção do Santander Totta cuja atividade está apenas focada em Portugal, saíram 1316 trabalhadores. Um número que engrossa o número de despedimentos nos últimos anos, sobretudo nos últimos quatro, de ajustamento profundo para a banca.

  • Menos seis mil empregos, menos crédito, menos lucros, mais prejuízos

    De 2008 a 2014 foram eliminados em média mais de mil postos de trabalho por ano. Com prejuízos em vez de lucros, a banca emagreceu. Cortou no crédito, vendeu ativos, reforçou o capital, muitas vezes com a ajuda do Estado. Balanço do sector desde o início da crise. Texto publicado no Expresso Diário de 23 de junho de 2015