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Sindicato acredita que Novo Banco não precisa de avançar com despedimento coletivo

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O Sindicato dos Bancários do Sul e Ihas (SBSI) tem esperança de que não será preciso avançar com um despedimento coletivo. Rui Riso diz que na banca este recurso "tem sido pouco utilizado". Novo Banco diz que redução de trabalhadores "é inevitável"

O líder do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas (SBSI), Rui Riso, afirmou ao Expresso que, neste momento, em cima da mesa está a redução de cerca de 500 trabalhadores do Novo Banco e não mais do que isso.

O plano de reestruturação do Novo Banco, segundo referiu Rui Riso, apontava para 1000 trabalhdores, mas como o banco começou a reduzir o número de trabalhadores em 2015 através de reformas antecipadas, não renovação de contratos e acordos por mútuo acordo, o número hoje é menor.

O dirigente sindical referiu ainda que o universo de trabalhadores abordado pela administração de Eduardo Stock da Cunha recai sobre 500 quadros do grupo dentro e fora de Portugal e que, estando em curso a venda de participadas do banco, os 1000 trabalhadores referenciados em 2015 são já menos.

Disse ainda que a administração está "a avaliar o processo e o instrumento legal a aplicar que pode não ser o despedimento colectivo", sublinhando que "na banca este tem sido pouco utilizado".

"Vamos acompanhar o processo e esperamos que o instrumento de dispensa de trabalhadores seja por reformas antecipadas", adiantou. Fez questão de explicar que, "no Novo Banco, a maioria dos trabalhadores está no Fundo de Pensões e que estes estão fundeados (capitalizados) para pagar aos trabalhadores quando estes se reformam". E que se estes se reformarem antes da idade, o banco tem apenas de injectar mais dinheiro no fundo".

Novo Banco diz que despedimentos são inevitáveis

Num comunicado interno dirigido aos trabalhadores do banco pelo conselho de administração do Novo Banco, é referido que no Plano de Reestruturação submetido à Direção Geral da Concorrência da Comissão Europeia (DGCom) foi sinalizada a saída de 100 trabalhadores em 2016 e a redução de 150 milhões de euros no total de custos operacionais.

Neste âmbito, a gestão de Stock da Cunha adiantou que "o esforço que tem vindo a ser desenvolvido nos últimos meses, nomeadamente por via de reformas antecipadas, irá permitir limitar o esforço de redução de colaboradores ainda por concretizar para um número não superior a 500".

A reunião com a administração juntou vários representantes de estruturas sindicais como o SBSI , o Sindicato dos Bancário do Norte, o Sindicato dos Bancários do Centro, o Sindicato Independente e o SINTAF.