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Fusão da Oi e TIM está mais longe

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Os operadores brasileiros de telecomunicações Oi e TIM vão continuar a existir de forma autónoma. As negociações para a uma eventual fusão chegaram ao fim

João Ramos

João Ramos

Jornalista

O fundo russo LetterOne Technology informou a brasileira Oi que desistiu de aprofundar as negociações para avançar com uma combinação de negócios com a TIM. A decisão acontece após este operador brasileiro contrololado pela Telecom Italia ter informado a LetterOne que não desejava prosseguir com o negócio.

Fica assim adiado o casamento entre os dois operadores, que permitiria criar um gigante com 44% do mercado brasileiro de telecomunicações, melhorando a posição competitiva face aos dois colossos que operam no Brasil, a espanhola Telefónica e a América Movil detida pelo magnata mexicano Carlos Slim.

A LetterOne, de Mikhail Fridman, o homem mais rico da Russia, tentou durante quatro meses explorar as hipóteses de combinação de negócios entre a TIM e a Oi, que é participada pela portuguesa Pharol (ex-Portugal Telecom SGPS).

Os investidores não apreciaram este desenlace: a Pharol, que apoiava uma eventual fusão entre a Oi e a TIM, chegou a ter nesta quinta-feira uma quebra de 10% no valor das ações.