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Cimpor regista perdas de €71 milhões em 2015

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A CImpor, detida pela brasileira Carmargo Corrêa, registou perdas em 2015, depois de lucros em 2014. Brasil e Egito foram os mercados mais adversos

A Cimpor fechou 2015 com perdas 71,2 milhões de euros, um valor que compara com lucros de 27,2 milhões do exercício anterior. A faturação do grupo do universo Carmargo Corrêa caiu 6,1%, atingindo os 2,6 mil milhões de euros.

Com 40 fábricas em oito países, o conglomerado cimenteiro não escapou ileso ao abrandamento do consumo de cimento nos principais mercados em que opera. Os resultados "refletem o abrandamento generalizado das economias em desenvolvimento e em especial o impacto da adversidade político-económica observada no Brasil", salienta a empresa no comunicado divulgado esta quinta-feira.

Brasil e Egito

O resultado operacional ( EBITDA) atingiu os 525 milhões de euros (-18%), destacando-se a operação na Argentina que apresentou o maor EBITDA de sempre. No Brasil, a "incerteza política traduziu-se numa contração da procura aliada a um capacidade instalada excendentária". No Egito, as vendas e o preço médio estiveram também em queda.

Em Portugal a Cimpor regista uma "evolução positiva do mercado interno que permite apresentar melhoria substancial de resultados"; 

Em 2015, "a diversificação geográfica e os destacados contributos da Argentina, Paraguai e Portugal, permitiram mitigar a performance operacional no Brasil e em África", destaca a empresa.

A Cimpor tem estado a vender ativos no Brasil e vai adotar outras medidas no sentido de aumentar a rentabilidade, como a paralisação de fábricas subutilizadas, alienação de centrais de betão e venda de activos não estratégicos.

Exportação em alta

No comunicado, a Cimpor nota que "lançou bases para aumentar de eficiência operacional que lhe permitiram suster o EBITDA ao nível dos 525 milhões de euros, gerar um fluxo de caixa de 160 milhões de euros e reduzir a dívida líquida em 366 milhões de euros face a 2014". aperfeiçoando continuamente o seu perfil e entrando em 2016 fortalecida para abraçar os desafios que antecipa".

Na sua mensagem aos acionistas, o chairman, Daniel Proença de Carvalho, realça que a "Cimpor manteve a sua estratégia de liderança nacional ou regional nos mercados em que está
presente" e assinala "o continuo esforço de exportação a partir de Portugal, na sequência da quebra de consumo observada no mercado interno".

Esta opção "permitiu não só a manutenção em funcionamento da capacidade instalada como o contributo para o posicionamento da Cimpor entre as maiores traders internacionais de cimento"; refere Proença de Carvalho.