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Bolsas na Ásia. Derrocada em Xangai, mas região fecha “mista”

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Esta quinta-feira registou-se a quinta derrocada bolsista na China desde o início do ano. Mas a maré vermelha chinesa só arrastou Hong Kong. Resto da região fechou em terreno positivo, com Tóquio a liderar as subidas. Preço do Brent fecha a descer

Jorge Nascimento Rodrigues

Na véspera de início em Xangai da reunião dos ministros das Finanças e dos banqueiros centrais do G20 (grupo das 20 principais economias do mundo), as bolsas chinesas entraram em derrocada.

O índice CSI 300 (das trezentas principais cotadas nas duas bolsas de Xangai e Shenzhen) fechou esta quinta-feira a cair 6,14%, a quinta derrocada desde início do ano e a terceira maior. O CSI 300 registou quebras superiores a 5% a 4, 7, 11 e 21 de janeiro e hoje. A maior ocorreu logo na abertura do ano com uma queda de 7%. O índice composto da bolsa de Xangai perdeu esta quinta-feira 6,41% e o índice similar para Shenzhen recuou 7,34%.

A maré vermelha chinesa contagiou a bolsa de Hong Kong, cujo índice Hang Seng perdeu mais de 1,5%.

No entanto, a região da Ásia Pacífico fechou "mista" puxada pelos ganhos na Bolsa de Tóquio, com o índice Nikkei 225 a subir 1,41% e o TOPIX a avançar 1,79%. Há expetativa entre os investidores que o Banco do Japão opte por mais medidas de estímulos monetários a 14 e 15 de março.

No mercado petrolífero, o preço do barril de Brent fechou a sessão asiática em ligeira baixa, cotando-se em 34,15 dólares.

O índice bolsista MSCI para a região da Ásia Pacífico fechou na quarta-feira com um recuo de 0,65%, modesto face à quebra na Europa que foi superior a 2%. Desde início do ano, o MSCI para a Ásia Pacífico perdeu 9,39%, menos do que o índice para a Europa que lidera com quebras de mais de 11%.

  • Wall Street e Nasdaq abriram no vermelho mas fecharam no verde esta quarta-feira. Na Europa, Atenas, Copenhaga e Madrid lideraram quedas, perdendo mais de 3%. Ações de dois bancos espanhóis e de três construtoras de automóveis alemãs perderam mais de 4%. Preço do Brent fecha a subir quase 5%