Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Portugal já devolveu 36% do empréstimo ao FMI

  • 333

ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP / Getty Images

Portugal devolveu mais 2000 milhões de euros do empréstimo ao Fundo Monetário Internacional este ano. Até ao fim de 2016, vai emitir mais 14,3 mil milhões de euros em Obrigações

Portugal pagou mais 2000 milhões de euros do empréstimo do Fundo Monetário Internacional (FMI) em fevereiro, elevando para 36% o montante já devolvido do empréstimo, anunciou esta quarta-feira a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP).

Os restantes 2600 milhões de euros de pagamentos antecipados ao FMI previstos para este ano dependem das condições do mercado e da venda de ativos, refere o IGCP numa nota aos investidores.

Em 2015, Portugal devolveu 8400 milhões de euros ao FMI.

O IGCP refere ainda que as novas necessidades líquidas de financiamento do Estado para este ano previstas no Orçamento do Estado "não afectam o plano de financiamento" que previa a emissão de entre 18 e 20 mil milhões de euros em Obrigações do Tesouro. Recorde-se que a instituição tinha avançado uma primeira estimativa ainda antes do Orçamento do Estado que agora reviu.

Embora o plano não tenha sido alterado, porque tinha definido um intervalo para o volume de emissões de obrigações, as necessidades foram revistas em alta. "De acordo com o Orçamento do Estado para 2016, as necessidades de financiamento do Estado durante este ano deverão fixar-se em 10,2 mil milhões de euros. Isto é 3000 milhões de euros acima das projeções preliminares anteriores", explica o IGCP.

Portugal vai emitir este ano mais 14,3 mil milhões de euros em Obrigações do Tesouro (OT), depois de já ter emitido em janeiro 4000 milhões de euros através de uma obrigação a 10 anos.

As necessidades brutas de financiamento, que incluem o pagamento de dívida que terá que ser amortizada, situam-se perto de 21,5 mil milhões de euros, incluindo 6700 milhões de euros de recompra de dívida e assumindo pagamentos ao FMI de 4600 milhões de euros.

Estas necessidades de financiamento serão asseguradas pela emissão de dívida de cerca de 20 mil milhões de euros, dos quais 5700 milhões de euros ja foram angariados, e 1700 milhões de euros em emissões para o retalho, dos quais cinco milhões de euros já foram emitidos.

As atuais projeções também incluem uma linha de crédito a favor do Fundo Único Europeu de Resolução de 850 milhões de euros.