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Caldeira Cabral. "Banco de fomento é um projeto que não foi conseguido"

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O ministro da Economia admite estudar uma "outra forma" para que o banco de fomento funcione de facto. Bruno Dias, do PCP, diz que o projeto do IFD "é uma fraude"

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, tem dúvidas quanto à eficácia do modelo de funcionamento da Instituição Financeira para o Desenvolvimento (IFD), também conhecida como "banco de fomento". Caldeira Cabral diz que esse projeto não foi conseguido.

No debate parlamentar sobre o Orçamento do Estado com o ministro da Economia, o deputado Pedro Mota Soares, do CDS, questionou o governo sobre o que pretende fazer do IFD. Mota Soares lamentou a dotação financeira que o Governo atribui este ano ao IFD. "É que 4 milhões de euros não dão para coisa nenhuma", acusou o deputado centrista.

No parlamento, o ministro da Economia sublinhou que "o banco de fomento foi um projeto que não foi conseguido". "Tem de se pensar em relançar o projeto do banco de fomento de outra forma", defendeu Manuel Caldeira Cabral.

Durante o debate, o deputado Bruno Dias, do PCP, classificou o banco de fomento como "uma fraude", por até hoje não ter cumprido o objetivo com que foi criado pelo anterior Governo.

Sobre a dotação do IFD no Orçamento do Estado, Caldeira Cabral esclareceu que se trata apenas da verba para despesas de funcionamento, não incluindo os montantes que irão financiar as empresas. Aquela entidade "não vai estar parada", assegurou o ministro.

"Não são os 4 milhões de euros de custos de funcionamento que fazem a diferença. Há é que aumentar os fundos que por lá passam. Queremos aumentar o dinheiro que o IFD mete na economia", disse o ministro.