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Bolsas. Reviravolta em Nova Iorque, que escapa a maré vermelha na Europa

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Wall Street e Nasdaq abriram no vermelho mas fecharam no verde esta quarta-feira. Na Europa, Atenas, Copenhaga e Madrid lideraram quedas, perdendo mais de 3%. Ações de dois bancos espanhóis e de três construtoras de automóveis alemãs perderam mais de 4%. Preço do Brent fecha a subir quase 5%

Jorge Nascimento Rodrigues

A maré vermelha tocou as bolsas asiáticas e afetou seriamente as praças financeiras europeias esta terça-feira, mas Nova Iorque acabou por escapar, com Wall Street e Nasdaq a encerrarem com ganhos. No NYSE, o Dow Jones 30 subiu 0,32% e o S&P 500 avançou 0,54%. Na bolsa das tecnológicas, o índice composto do Nasdaq ganhou 0,87%. As duas bolsas nova-iorquinas haviam aberto no vermelho, mas recuperaram, com o índice MSCI para os Estados Unidos a ganhar 0,45%.

O mesmo movimento ocorreu com o preço do barril de petróleo de Brent, que fechou a sessão asiática em queda e encerrou o dia em alta, com uma subida de 4,7% em relação ao dia anterior. Tendo fechado a sessão asiática cotando-se em baixa em 32,78 dólares, encerrou esta quarta-feira em alta, em 34,48 dólares, à hora de fecho de Nova Iorque, depois do ministro dos Petróleos da Venezuela ter adiantado que 10 membros do cartel petrolífero e outros não membros estariam disponíveis para as conversações que irão decorrer em meados de março, na sequência da iniciativa de Doha.

Europa perde 2,35%

Na Europa, a conjugação da incerteza sobre o ciclo do preço do petróleo, da situação da banca europeia e do risco de Brexit (de saída do Reino Unido da União Europeia se vencer o não no referendo de junho) alimentou a maré vermelha. O índice MSCI para a região perdeu 2,35%. Desde início do ano, já soma uma quebra de mais de 11%, a maior entre as três regiões (Ásia Pacífico, Europa e EUA) e dois grupos de economias (emergentes e de fronteira) cobertos pelos índices MSCI. A Europa continua a ser, em 2016, a região em destaque pela negativa.

Os principais índices das bolsas de Atenas, Copenhaga e Madrid fecharam esta quarta-feira a perder mais de 3%, liderando as quedas. O índice PSI 20, da Bolsa de Lisboa, perdeu 1,52%, com as ações da Pharol a recuarem 7,5%.

O índice Eurostoxx 50 (das cinquenta principais cotadas em 19 sectores em 12 bolsas da zona euro) caiu 2,57%. Quatro empresas da zona euro lideraram as descidas com perdas superiores a 4%: os bancos Santander e BBVA espanhóis e as construtoras de automóveis alemãs BMW, Daimler e VW. A região europeia negociou no vermelho pelo segundo dia consecutivo.

Na Ásia, as bolsas de Tóquio, Taipé, Sidney, Hong Kong e Mumbai fecharam no vermelho, com o índice ASX 200 australiano a liderar as quedas, com uma descida de mais de 2%. Na China, o fecho foi misto: o índice composto de Xangai encerrou com um ganho de 0,88% e o índice composto de Shenzhen perdeu ligeiramente 0,04%. A volatilidade subiu 4,75% na bolsa de Tóquio.