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Brexit. Empresários britânicos dizem que saída da União Europeia pode afetar economia

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Os empresários britânicos, representando algumas das 200 maiores empresas do país, defendem que uma eventual saída da União Europeia iria "impedir o investimento, ameaçar o emprego e pôr a economia em risco"

André Rosa

Mais de um terço dos maiores empresários britânicos defende que uma eventual saída do Reino Unido da União Europeia (UE) colocaria em risco a economia do país, segundo a agência Reuters. A posição de apoio ao "sim" no referendo de 23 de junho - onde se vai decidir a continuação, ou não, do Reino Unido na União Europeia – foi subscrita pelos líderes de quase 200 empresas, reforçando a posição do primeiro-ministro David Cameron.

"A economia precisa de acesso livre ao mercado europeu de mais de 500 milhões de pessoas para poder continuar a crescer, investir e criar empregos", lê-se na carta, publicada no jornal The Times. Os empresários acreditam assim que a saída da União Europeia significaria "impedir o investimento, ameaçar o emprego e pôr a economia em risco. A Grã-Bretanha será mais forte, segura e melhor como membro da UE".

A carta, assinada por empresas de retalho, comunicações e combustíveis, representa um apoio à posição de David Cameron, que se mostrou convicto de que o Reino Unido "ficará mais seguro, mais forte e mais prospero dentro de uma Europa reformada”. Na cimeira do Conselho Europeu da semana passada, a União Europeia e o Reino Unido conseguiram chegar a um "compromisso" de novo estatuto do país como estado-membro, pondo fim às divergências.

A saída do Reino Unido da UE pode causar agitação nos mercados a curto prazo e uma "fraqueza económica e política" para os dois lados, além de afetar a libra.