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Bolsas de Nova Iorque fecham no vermelho, depois da Europa encerrar em baixa

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Wall Street e Nasdaq fecharam esta terça-feira com perdas de mais de 1%, depois da Europa ter encerrado no vermelho, com o Eurostoxx 50 a perder quase 1,5%. O preço do barril de Brent prosseguiu a descida, fechando com um recuo diário de 3,7%. Bolsas mundiais em baixa

Jorge Nascimento Rodrigues

As bolsas de Nova Iorque fecharam no vermelho esta terça-feira. No NYSE, o índice Dow Jones 30 recuou 1,14% e o índice S&P 500 perdeu 1,23%. Na bolsa das tecnológicas, o índice Nasdaq composto desceu 1,47%. Em Wall Street, as ações da petrolífera Chevron perderam mais de 4% e as do banco JPMorgan recuaram 3,57%, liderando as quedas no Dow Jones. O índice MSCI para os Estados Unidos registou uma perda de 1,25%.

Em virtude de perdas registadas na Ásia Pacífico, na Europa e nos EUA, o índice MSCI para as bolsas mundiais encerrou esta terça-feira com um recuo de 1,06%, depois de ganhos de 1,28% no dia anterior.

No mercado petrolífero, o preço do barril de Brent prosseguiu a descida iniciada nas sessões asiática e europeia fechando esta terça-feira em 33,38 dólares, uma queda de 3,8% em relação ao dia anterior. O preço do Brent inverteu a trajetória depois de uma segunda-feira em que registou ganhos superiores a 5%. A incerteza sobre os resultados da iniciativa de Doha entre alguns membros do cartel petrolífero e a Rússia continua a dominar.

O preço do petróleo é atualmente particularmente “sensível” às declarações dos protagonistas da iniciativa de Doha. Hoje foi a vez do ministro dos Petróleos saudita repetir em púbico que a Arábia Saudita exclui cortes na produção do crude. Aliás, o acordo de Doha apontava para o “congelamento” da produção em níveis de janeiro, não para uma redução. Ali Al-Naimi disse na conferência IHS CERAweek em Houston, no Texas, que, no entanto, mais reuniões serão realizadas em março pelo grupo de Doha. Mas as suas declarações foram o suficiente para agravar a descida.

Horas antes do fecho em Nova Iorque havia encerrado a sessão bolsista europeia com o índice MSCI para a região a perder 1,31%. O índice Eurostoxx 50 (das cinquenta principais cotadas da zona euro) caiu 1,48%. A liderarem as quedas nesse índices, as ações das empresas de energia E.On alemã e Engie (ex-GDF Suez) francesa e dos bancos Société Générale francês e Deutsche Bank alemão, com descidas superiores a 3%.

Entre as principais praças financeiras europeias, a Bolsa de Milão foi a que registou pior desempenho, com o índice MIB a perder 1,95%. A Bolsa de Londres fechou no vermelho com as ações do banco Standard Chartered a recuarem 6,7%, liderando as quedas, depois de ter anunciado as perdas do exercício de 2015.

O índice PSI 20, da Bolsa de Lisboa, perdeu 2,31%, com as ações do banco BCP a liderarem as quedas, com uma descida de 4,4%.

O euro desvalorizou esta terça-feira 0,3% face às divisas dos 19 principais parceiros da zona da moeda única. A trajetória de desvalorização está a ocorrer desde 11 de fevereiro, depois de uma curva ascendente desde 25 de novembro de 2015.

A libra perdeu hoje mais 0,3% face ao euro, no quadro de um abalo provocado pelo aumento do risco de uma Brexit (saída da Grã Bretanha da União Europeia) poder triunfar no referendo de 23 de junho.