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Vítor Bento. E que tal pensar em nacionalizar o Novo Banco?

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M\303\201RIO CRUZ / LUSA

Para Vítor Bento, ex-presidente do BES, a nacionalização do Novo Banco “seria uma saída possível”. Tudo em nome de uma consolidação bancária a pensar no “futuro”

O Novo Banco nasceu numa noite de domingo, em agosto de 2014, com o intuíto de ser vendido rapidamente. Era o "banco bom". Mas até agora nada. Vítor Bento, o último presidente do extinto Banco Espírito Santo (BES) e o primeiro presidente do Novo Banco, pouco depois de um mês do nascimento abandonou o cargo, devido a divergências quanto ao modelo de venda rápida defendido pelo Governo PSD/CDS e Banco de Portugal.

Em entrevista à Antena 1 e "Diário Económico" desta segunda-feira, Vítor Bento defende que o Estado devia estudar a possibilidade da nacionalização do Novo Banco – uma tese defendida pelos partidos à esquerda do PS. “Considerar o Novo Banco como parte do património público num processo de consolidação do sistema bancário é um cenário que vale a pena pensar”, afirma Vítor Bento.

Para o economista, esta é uma das saídas possíveis, sendo que acrescenta que é importante "estudar as várias alternativas". "Mais do que olhar para o Novo Banco ‘per se’, é ver qual é a configuração que seria desejável ou conveniente ou menos disruptiva para a economia e para a sociedade portuguesas daqui por uns anos", explica.

Um dos pontos que Vítor Bento defende, para fundamentar esta sugestão, é que o Governo devia interrogar-se se Portugal, ao vender o Novo Banco, não irá ficar com a "banca toda dominada a partir do estrangeiro".

Em 2015, na primeira tentativa de venda, todos os candidatos à compra do Novo Banco eram estrangeiros, à excepção do BPI. Já na segunda ronda que se avizinha, os principais interessados são grupos espanhóis: Caixabank, via BPI, e Santander.