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Queda do euro agravou a dívida pública em €2400 milhões

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Empréstimos do FMI são os mais penalizados pelo factor cambial

A queda do euro face ao dólar teve um impacto negativo direto de 2,4 mil milhões de euros na dívida pública portuguesa em 2015. As contas, feitas de acordo com as regras contabilísticas estabelecidas pela União Europeia, mostram que os empréstimos do FMI a Portugal são os mais penalizados pelo fator cambial.

Em 2012 e 2013, anos em que o euro saiu a ganhar na relação câmbial com o dólar, o valor da dívida a pagar em euros pelo Estado português diminuiu, mas em 2014, com a inversão da tendência de valorização do euro face á moeda norte-americana, a dívida sofreu um agravamento de 2,3 mil milhões de euros e, agora, em 2015, a debilidade da moeda única levou este valor até aos 2,4 mil milhões, noticia esta segunda-feira o jornal "Público", citando dados da Agência de Gestão da Tesouraria e Dívida Pública (IGCP).

Deste valor de 2,4 mil milhões de euros, há uma fatia de 1,9 mil milhões relativa à dívida do FMI, informa o díario.

Em declarações ao "Público", Cristina Casalinho, presidente do IGCP, sublinha que este empréstimo ao FMI está, desde o início do primeiro semestre de 2015, "coberto praticamene na sua totalidade", precisando que o montante não coberto é inferior a 0.5% do valor a pagar, o que permite evitar perdas do Estado no caso do euro estar cotado face ao dólar a uma valor inferior ao do momento da emissão quando for feita a amortização da dívida.

No entanto, o valor da dívida pública reportada a Bruxelas não reflete esse efeiro de compensação dos contratos de cobertura cambial.