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Privatização. TAP e ANAC criam grupo de trabalho

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RAFAEL MARCHANTE / Reuters

Fernando Pinto, presidente executivo da companhia, e Luís Ribeiro, presidente do regulador, reuniram-se esta segunda-feira. Companhia garante que o atual processo de privatização da TAP continuará a decorrer nos termos previstos

"De acordo com os esclarecimentos havidos, foi decidido criar um grupo de trabalho entre as duas partes com o objetivo de esclarecer a cada momento eventuais dúvidas, garantindo que o atual processo de privatização da TAP continuará a decorrer nos termos previstos", anuncia a companhia em comunicado.

A reunião desta segunda-feira entre a comissão executiva da TAP e o conselho de administração da Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) teve "o objetivo de esclarecer alguns aspetos do conteúdo da notificação da deliberação da Autoridade Nacional da Aviação Civil de 19 de fevereiro de 2016, relativa à aquisição pela Atlantic Gateway SARL de parte do capital da TAP SGPS", revela a companhia. Ou seja, na sequência da decisão da ANAC de avançar com medidas cautelares por causa do anterior modelo de privatização da companhia, em que os privados ficavam com 61% da empresa.

De acordo com a companhia, "o programa de exploração comercial da TAP para o próximo período de Verão IATA prosseguirá normalmente".

À saída da reunião, Fernando Pinto garantiu: "A empresa vai continuar com as suas operações financeiras. Tudo o que está previsto fazer vai continuar a fazer". "Têm é de ser informados (o regulador)", acrescentou.

Esta segunda-feira, em Nova Iorque, David Neeleman, que integra o consórcio Atlantic Gateway (com o empresário português Humberto Pedrosa), já tinha avançado: "O empréstimo chega esta terça-feira, a empresa precisa de dinheiro", disse aos jornalistas. Ao Expresso, o empresário adiantou que o dinheiro deverá entrar entre "esta segunda e quarta" - no imediato, portanto.

Assim, ainda esta semana, os acionistas privados pretendem entrar com 90 milhões de euros de um empréstimo de 120 milhões. Só após o acordo final estar fechado com o Estado é que os restantes 30 milhões de euros serão ou não assumidos pelo Estado. Conforme o Expresso noticiou, esta é uma das cláusulas inscritas no memorando de entendimento assinais entre as partes. Ao Expresso, Neeleman adianta que o fecho do acordo deverá acontecer nos próximos 30 a 60 dias.