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Otimismo nas bolsas da Ásia e Europa

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Última semana de fevereiro inicia-se com ganhos na Ásia Pacífico e uma abertura em alta nas bolsas europeias, apesar de abalo no banco HSBC em Hong Kong. Preço do Brent sobe 2%

Jorge Nascimento Rodrigues

As bolsas da região da Ásia Pacífico fecharam esta segunda-feira no verde, com um ganho de 0,8%, segundo o índice MSCI respetivo. As duas bolsas chinesas encerraram a sessão com ganhos superiores a 2% e puxaram pela região. O índice CSI 300 (das trezentas principais cotadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen) subiu 2,2%.

As bolsas chinesas reagiram positivamente à substituição do responsável pela Comissão de regulação dos mercados. O anterior responsável Xiao Gang, criticado por sete derrocadas bolsistas em 2015 (em julho, agosto e novembro) e três já em 2016 em janeiro, foi substituído por Liu Shiyu, até, agora, governador-adjunto do Banco Popular da China.

A bolsa de Tóquio, a mais importante da região e a terceira maior do mundo, registou ganhos de 0,9% no índice Nikkei 225 e 0,63% no TOPIX.

Na Bolsa de Hong Kong, o índice Hang Seng, fechou a subir 0,9%, apesar do abalo no banco HSBC que perdeu 2,2% e abriu em Londres a cair 4%. O HSBC declarou prejuízos de 858 milhões de dólares antes de impostos no último trimestre de 2015, surpreendendo os analistas que esperavam lucros de quase 2 mil milhões de dólares. Em termos do conjunto do exercício de 2015, o banco com sede em Londres (e que decidiu não a transferir para Hong Kong) reportou, mesmo assim, lucros líquidos de 13,52 mil milhões de dólares, um recuo de 1,2% em relação ao ano anterior. Os culpados do último mau trimestre: o abrandamento da China e a baixa nos preços das matérias-primas.

A Europa abriu em terreno positivo com o índice Eurostoxx 50 (das cinquenta principais cotadas da zona euro) a ganhar mais de 1,8%. O índice PSI 20, da Bolsa de Lisboa, está em linha com a tendência de alta europeia. A Bolsa de Milão lidera as subidas na abertura com o índice MIB a subir 1,7%. As bolsas europeias não reagiram ao relatório do Banco Central Europeu sobre o processo de supervisão bancária divulgando que cinco bancos, que não são identificados, não cumprem os requisitos de capital Tier 1.

No mercado petrolífero, o preço do barril de Brent, a variedade europeia de referência internacional, fechou a sessão asiática a subir mais de 2% em relação a sexta-feira passada. Pelas 8h (hora de Portugal) cotava-se em 33,79 dólares. A alta do preço do barril de petróleo continua a ser alimentada pela expetativa trazida pelo acordo de Doha (entre a Arábia Saudita, Rússia, Qatar e Venezuela para um congelamento da produção de crude nos níveis de janeiro). Este fim de semana, o ministro da Energia russo, Alexander Novak, disse em entrevista televisiva que as conversações por um acordo preliminar poderão estar concluídas até 1 de março e que a Venezuela tenta convencer o Irão, enquanto o México e a Noruega poderão juntar-se à tentativa de coordenação entre o cartel petrolífero (a Organização dos Países Exportadores de Petróleo, a que pertencem a Arábia Saudita, Irão, Qatar e Venezuela) e produtores que estão fora como a Rússia, México e Noruega.