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Dívida. Prémio de risco sobe para Portugal, Irlanda e Grécia

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Juros das Obrigações do Tesouro português a 10 anos sobem ligeiramente esta segunda-feira no mercado secundário. Risco sobe para três periféricos. 11 membros do euro com juros negativos nas obrigações

Jorge Nascimento Rodrigues

As yields das Obrigações do Tesouro português (OT), no prazo de referência a 10 anos, fecharam a sessão desta segunda-feira no mercado secundário registando um aumento de 1 ponto base em relação a sexta-feira, subindo para 3,45% na linha obrigacionista que vence em julho de 2026. Também as yields das obrigações irlandesas, naquele prazo, subiram o mesmo. Os restantes periféricos registaram descidas (Espanha e Itália) ou não tiveram alteração (Grécia).

Recorde-se que as yields das OT a 10 anos atingiram um pico do ano, em 4,5%, durante a sessão da quinta-feira negra de 11 de fevereiro. Desde essa altura, têm estado em trajetória de baixa, com algumas oscilações diárias.

Como as yields relativas às obrigações alemãs no prazo de referência desceram três pontos base para 0,18%, o prémio de risco da dívida portuguesa, irlandesa e grega subiu esta segunda-feira. No caso da dívida portuguesa, o prémio subiu quatro pontos base para 327 pontos base, o equivalente a uma diferencial de 3,27 pontos percentuais em relação ao custo de financiamento da dívida alemã, que serve de referência.

A perspetiva de novas medidas de estímulos monetários na próxima reunião do Banco Central Europeu a 10 de março tem gerado a ampliação dos países do euro emitentes de dívida obrigacionista que registam yields negativas no mercado secundário. No núcleo dos cinco periféricos do euro, apenas Grécia e Portugal não registam yields negativas em nenhum prazo.

No mercado secundário, 11 países do euro estão com yields negativas, com a Alemanha a liderar registando taxas negativas em prazos até aos 8 anos inclusive. A Holanda vem em segundo lugar com taxas negativas até 7 anos inclusive. A seguir, Áustria, Bélgica, Finlândia e França com taxas negativas até 6 anos inclusive. Nos periféricos, a Irlanda regista taxas negativas até 3 anos inclusive e a Espanha e Itália apenas a 12 meses. Nos restantes membros do euro, a Eslováquia regista taxas negativas a 4 e 5 anos. No resto da União Europeia, a Suécia regista taxas negativas até 5 anos inclusive, a Dinamarca até 3 anos inclusive e a República Checa de 2 a 6 anos. No mundo, os líderes das taxas negativas são a Suíça até ao prazo de 15 anos inclusive e o Japão até 9 anos inclusive.