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Bolsas. Nova Iorque ganha mais de 1%. Itália lidera subidas na Europa

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Em Wall Street, os principais índices Dow Jones 30 e S&P 500 fecham a ganhar mais de 1,3%. Nasdaq sobe quase 1,5%. Índice MIB de Milão ganha 3,5% e PSI 20 em Lisboa sobe 1,65%

Jorge Nascimento Rodrigues

As bolsas de Nova Iorque fecharam esta segunda-feira com ganhos de mais de 1,45%, depois da Europa ter encerrado em alta e o preço do petróleo ter subido mais de 5%.

A maré verde dominou as bolsas mundiais neste primeiro dia da última semana de fevereiro. A Ásia Pacífico fechou com ganhos de 0,8%, segundo o índice MSCI respetivo, puxada pelas duas bolsas chinesas de Xangai e Shenzhen e na Europa o índice MIB da Bolsa de Milão liderou as subidas nas principais praças financeiras. O índice MSCI para a Europa subiu 1,03%.

O índice mundial MSCI registou esta segunda-feira um ganho de 1,28%, puxado pelo bom desempenho de Nova Iorque.

Em Wall Street, o índice Dow Jones 30 subiu 1,39% e o S&P 500 ganhou 1,45%. Na bolsa das tecnológicas, o índice composto Nasdaq avançou 1,47%.

Na Europa, o índice MIB de Milão ganhou 3,52% e o índice Eurostoxx 50 (das cinquenta principais cotadas da zona euro) subiu 2,13%. Neste último índice, o banco italiano UniCredit, o banco espanhol Santander e a empresa de energia E.On registaram esta segunda-feira subidas superiores a 5%.

Na Bolsa de Lisboa, o índice PSI 20 fechou a subir 1,65%, com a Sonae a registar a maior subida do dia, superior a 5%, e a Teixeira Duarte a registar a pior perda, descendo 1,42%.

O banco britânico HSBC que esteve em foco por causa do anúncio de perdas significativas no último trimestre de 2015, que não eram esperadas pelos analistas, viu as ações descerem 2,2% na Bolsa de Hong Kong e chegarem a cair 5% nos primeiros trinta e cinco minutos da negociação na Bolsa de Londres, tendo fechado a cair apenas 0,88%.

Iniciativa de Doha continua a alimentar alta no preço do crude

No mercado petrolífero, o barril de Brent encerrou a cotar-se em 34,69 dólares, uma subida de 5% em relação ao fecho de sexta-feira passada em 33,01 dólares.

A subida do preço do crude continua a ser alimentada pela expetativa num acordo entre a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e não membros do cartel, como a Rússia, sobre o nível de produção.

Em Houston, na conferência IHS CERAWeek, o secretário-geral da OPEP, Abdullal al-Badri, reiterou esta segunda-feira a disposição do grupo de Doha (Arábia Saudita, Qatar, Rússia e Venezuela) em congelar o nível de produção como “primeiro passo”, que se tiver sucesso depois implicará “outros passos no futuro”.

O grupo vai observar a evolução do compromisso nos próximos dois a três meses. No entanto, Al-Badri referiu, posteriormente à conferência, que o Irão e o Iraque só estão dispostos a entrar num acordo mais tarde.

A OPEP volta a reunir-se a 1 de junho, no âmbito da sua agenda semestral de encontros oficiais dos membros.

À espera de mais estímulos monetários em março

Hoje foi dia de divulgação de índices PMI (Purchase Managers’ Index) da Markit para a Zona Euro e os Estados Unidos relativos a fevereiro. No primeiro caso, o índice composto caiu de 53,6 no mês anterior para 52,7 este mês e, no segundo caso, o índice para a indústria recuou de 52,4 para 51 no mesmo período. Em ambos, a queda do índice sinaliza abrandamento económico; no entanto, ao não terem caído para menos de 50 significa que ainda não sinalizam contração da atividade. Este índice reflete as opiniões dos gestores de compras sobre novas encomendas, níveis de inventários, produção, entregas por fornecedores e emprego. Apesar dos sinais de abrandamento na zona euro e nos EUA, as bolsas dos dois lados do Atlântico Norte não reagiram negativamente.

Apesar das quebras na sexta-feira, a semana passada registou um ganho de quase 3,6% nas bolsas mundiais, depois de duas semanas em queda. A primeira interrogação é saber se a última semana de fevereiro continuará a trajetória de alta da anterior. As expetativas em relação a decisões em março de mais estímulos monetários por parte do Banco Central Europeu e do Banco do Japão e de uma confirmação da prudência da Reserva Federal, não apontando para nova subida das taxas de juro tão cedo, estão a contrabalançar sinais negativos da realidade económica.

No mercado petrolífero, há enorme expetativa em torno do grupo de Doha, apesar do quadro fundamental de excesso de oferta não se ter alterado no terreno. A questão nas próximas semanas é verificar se o ciclo de baixa do preço do crude desde junho de 2014 teve o seu ponto mais baixo a 20 de janeiro quando a cotação do Brent desceu para 27,10 dólares, ou se a volatilidade vai regressar e o período de alta que se está a viver foi temporário.

  • As bolsas de Nova Iorque registam ganhos na abertura. Europa prossegue trajetória de alta. PSI 20, na Bolsa de Lisboa, sobe mais de 1%. Preço do barril de Brent em 34,5 dólares face a expetativa de acordo preliminar sobre a produção até 1 de março

  • O HSBC, maior banco da Europa, divulgou prejuízos no quarto trimestre de 2015. É o último entre os grandes bancos europeus a anunciar quebras nos resultados. E admitiu que está a ser investigado nos EUA devido às suas práticas de contratação relacionadas com governos na Ásia

  • Última semana de fevereiro inicia-se com ganhos na Ásia Pacífico e uma abertura em alta nas bolsas europeias, apesar de abalo no banco HSBC em Hong Kong. Preço do Brent sobe 2%