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Bolsas. Ásia fechou no vermelho, mas registou melhor semana do ano

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As principais praças financeiras da Ásia Pacífico registaram perdas esta sexta-feira. Mas, em termos semanais, a região ganhou quase 6%, com o índice nipónico Nikkei 225 a liderar com uma subida de 6,8%. O preço do Brent continua a descer. Arábia Saudita diz que “não está preparada para cortar” a produção

Jorge Nascimento Rodrigues

A região da Ásia Pacífico fechou esta sexta-feira com as quatro principais bolsas no vermelho, lideradas pela queda de 1,42% do índice japonês Nikkei 225. Tóquio, Sidney, Xangai e Hong Kong registaram perdas, enquanto as bolsas de Seul e Taipé fecharam com ganhos modestos.

No dia anterior, a região registara ganhos, com o índice MSCI para a Ásia Pacífico a subir 2,21% e a puxar o índice mundial para terreno positivo face a perdas na Europa e em Nova Iorque. Esta sexta-feira a trajetória alterou-se, aquele índice perdeu 0,57%, mas a região acabou por registar ganhos em termos semanais, a melhor semana do ano inclusive. O índice MSCI para a Ásia Pacífico subiu 5,87% durante esta terceira semana de fevereiro.

A liderar as subidas semanais na região, o índice Nikkei 225 da Bolsa de Tóquio com um ganho de 6,8%. Recorde-se que, na segunda-feira, este índice disparou 7,2%. As subidas semanais nos restantes principais índices foram as seguintes: 5,08% para o índice Hang Seng, de Hong Kong; 4,41% para o KOSPI de Seul; 3,93% para o ASX 200 de Sidney; 3,25% para o índice geral de Taiwan; e 2,96% para o índice CSI 300 (das trezentas principais cotadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen), que serve de referência na China.

O preço do barril de petróleo de Brent, variedade europeia que serve de referência internacional, desceu ligeiramente na sessão asiática cotando-se pelas 19h30 (hora de Portugal) em 33,96 dólares. O ministro dos Negócios Estrangeiros da Arábia Saudita disse hoje à Agence France Presse que o país, líder do cartel petrolífero, “não está preparado para cortar a produção”. Recorde-se que o que se discutiu nas reuniões de Doha e Teerão desta semana foi um eventual "congelamento" da produção de crude nos níveis de janeiro no quadro de um compromisso entre a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e a Rússia. Numa tentativa de continuar a alimentar as expetativas, o porta-voz do ministério dos Petróleos do Iraque adiantou ao "The Wall Street Journal" que é possível uma reunião de emergência da OPEP em março, "se houver acordo entre todas as partes".

Em Hong Kong, o jornal “South China Morning Post” chamou à atenção na edição desta sexta-feira que há “omissões sensíveis” relativamente aos movimentos no mercado cambial no relatório regular do Banco Popular da China, o banco central, para o mês de janeiro.