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Pequim ainda tem de aprovar dinheiro chinês para a TAP

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josé carlos carvalho

O futuro investimento da chinesa Hainan Airlines na TAP, através da Azul de David Neeleman, ainda terá de ser aprovado pelo governo chinês e pela concorrência brasileira. Trata-se de um investimento de 400 milhões de euros, dos quais 120 milhões se destinam à companhia portuguesa

Há incerteza no investimento que a Hainan Airlines (HNA) irá fazer na companhia brasileira Azul, empresa fundada por David Neeleman, e que inclui um financiamento para a compra de obrigações convertíveis em ações da TAP. A operação precisa da aprovação do governo chinês, notícia o "Jornal de Negócios" desta quarta-feira. Este não é o único risco, porque o negócio precisa ainda da aprovação do Conselho de Administração de Defesa Económica (CADE), a autoridade de concorrência brasileira.

O investimento da HNA na Azul ascende a 450 milhões de dólares (400 milhões de euros) e dar-lhe-á acesso a 23,7% do capital da companhia de David Neeleman. O investimento do grupo chinês faz-se em duas fases: a primeira passa pelo financiamento de 150 milhões de dólares (133 milhões de euros) à Azul, e a segundo pelo investimento de 120 milhões de euros para compra de obrigações convertíveis.

O facto de serem ainda necessárias aprovações para que a HNA invista na Azul terá estado na origem do pedido de sigilo relativamente à cláusula do memorando de entendimento entre o Estado português e a Atlantic Gateway. Dentro de cinco anos, a HNA poderá substituir total ou parcialmente a Azul como acionista da Atlantic Gateway.

O PCP afirmou esta terça-feira que a solução encontrada pelo Governo para a TAP "não serve os interesses do país". E no dia anterior o BE já tinha insistido que a TAP "só serve o interesse público se for do Estado".