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Juros da dívida fecham a descer

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Depois de uma subida rápida até 3,64% nas primeiras duas horas de negociação desta quarta-feira, os juros das Obrigações do Tesouro português a 10 anos caíram para 3,48% no mercado secundário

Jorge Nascimento Rodrigues

Nas duas primeiras horas de negociação desta quarta-feira no mercado secundário da dívida soberana, as yields das Obrigações do Tesouro português (OT) a 10 anos (que vencem em julho de 2026) subiram 10 pontos base chegando a 3,64%, para, depois, descerem 16 pontos base até fecharem em 3,48%, um recuo de seis pontos base em relação ao fecho do dia anterior.

Depois de terem atingido um pico do ano em 4,5% durante a quinta-feira negra do dia 11 de fevereiro, as yields das OT estão em queda pela terceira sessão depois de não terem sofrido alteração ontem.

Esta quarta-feira foi um dia de descidas das yields das obrigações dos periféricos do euro, mas as maiores registaram-se para as OT e para as obrigações gregas (estas últimas recuaram 10 pontos base, fechando em 11,19%).

O prémio de risco da dívida de longo prazo portuguesa diminui sete pontos base fechando em 321 pontos base (o equivalente a 3,21 pontos percentuais de diferencial em relação ao custo de financiamento da dívida alemã, que serve de referência na zona euro). Nas duas primeiras horas de negociação desta quarta-feira, o prémio subira para 337 pontos base.

Hoje, o Tesouro alemão foi ao mercado primário tendo colocado dívida a 10 anos pagando uma taxa de remuneração de 0,26%, claramente inferior à de 0,59% paga na emissão similar anterior.

Por seu lado, em Portugal, a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública regressou ao mercado de dívida para colocar Bilhetes do Tesouro a 3 e 11 meses. Na primeira colocação de 300 milhões de euros pagou 0,008%, acima da taxa negativa de -0,023% da emissão anterior similar. Na segunda, emitiu 700 milhões pagando uma taxa de 0,10%, superior à de 0,03% na emissão anterior.

  • Os juros das Obrigações do Tesouro a 10 anos estão esta quarta-feira a subir no mercado secundário, enquanto nos restantes periféricos descem. O Tesouro português coloca hoje dívida de curto prazo