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Estado vai injetar mais €567 milhões no BPN

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Orçamento de Estado prevê o reforço de 567 milhões de euros para os veículos criados em 2008 para gerir os ativos problemáticos e tóxicos do Banco Português de Negócios. Parte deste capital é para pagar à Caixa Geral de Depósitos

O BPN continua a pesar nos bolsos dos contribuintes. O Orçamento do Estado (OE) para este ano prevê a injeção de mais 567 milhões nos veículos criados pelo Governo de Josè Sócrates, em 2008, para gerir os ativos problemáticos e tóxicos do Banco Português de Negócios (BPN), diz o "Diário de Notícias" desta quarta-feirq. Desde 2012, já foram injetados no antigo BPN 3020 milhões de euros.

O valor inscrito no Orçamento do Estado para 2016 para os veículos do BPN representam um aumento de 39% nas verbas públicas (empréstimos de médio e longo prazo) face ao que foi executado como despesa em 2015 nesse mesmo universo. Os 567 milhões de euros servirão para compensar prejuízos, reforçar capital e sobretudo pagar à Caixa Geral de Depósitos, o principal credor.

No ano passado, foram disponibilizados pelo atual Governo 408,5 milhões de euros com o mesmo propósito: capitalizar os veículos – Parups, Parvalorem e Parparticipadas. O objetivo é os veículos, chamados também de sociedades par, poderem cobrir prejuízos, custos operacionais (muitos processos em tribunal), reforçar capital social e ter dinheiro para pagar à CGD, o grande credor, a instituição que acolheu o BPN em 2008.

Todos os anos, os sucessivos Governos emprestam às três "sociedades par" centenas de milhões de euros, sublinha a notícia do "Diário de Notícias". O dinheiro é usado mas não há da parte do Executivo uma prestação de contas estruturada e completa, que permita justapor as despesas às receitas que vão sendo extraídas da gestão do que ainda resta do antigo BPN. O Tribunal de Contas apenas publica uma análise completa sobre o dossiê, mas com meses de atraso face ao exercício orçamental em causa.