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Juros da dívida estabilizam. Prémio de risco desce ligeiramente

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Os juros das Obrigações do Tesouro português a 10 anos mantiveram-se esta terça-feira em 3,54% no mercado secundário. Mas subiram para Espanha, Itália e Irlanda

Jorge Nascimento Rodrigues

As yields das Obrigações do Tesouro português (OT) no prazo de referência a 10 anos estabilizaram no mercado secundário. Mantiveram-se em 3,54% esta terça-feira na linha obrigacionista que vence em julho de 2026 e que já é usada como referência.

Recorde-se que, na quinta-feira passada, num pico de stresse da dívida portuguesa, as yields das OT a 10 anos subiram para 4,5%, um máximo de dois anos, e o prémio de risco galgou a barreira dos 400 pontos base (equivalente a 4 pontos percentuais), o que já não se registava desde outubro de 2013.

Nos casos das obrigações espanholas, italianas e irlandesas, as yields a 10 anos registaram uma trajetória ascendente esta terça-feira, com destaque para as espanholas que registaram uma subida das yields para 1,77%, seis pontos base acima do fecho de segunda-feira. Pelo contrário, as yields das obrigações gregas desceram cinco pontos base, mas continuam acima de 11%.

Como as yields das obrigações alemãs naquela prazo subiram esta terça-feira, o prémio de risco da dívida portuguesa de longo prazo desceu ligeiramente para 327 pontos base, o equivalente a um diferencial de 3,27 pontos percentuais em relação ao custo de financiamento da dívida alemã, que serve de referência na zona euro.

Entretanto, o Comité da ISDA, a Associação Internacional dos Swaps e Derivados, decidiu que a resolução do Banco de Portugal em dezembro de transferir uma parte da dívida sénior do Novo Banco para o BES “mau” não configura um “evento de crédito de intervenção governamental”.

  • Os juros das Obrigações do Tesouro a 10 anos desceram ao final da tarde no mercado secundário para 3,56%. O prémio de risco baixou. O movimento de descida abrange os periféricos, com exceção da Grécia