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Bolsas. Segundo dia de otimismo na Ásia Pacífico. Europa abre no verde

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Esta terça-feira as bolsas chinesas puxaram pela região asiática. O índice CSI 300 de Xangai e Shenzhen subiu 3%. Reunião não anunciada em Doha dos principais produtores de petróleo faz subir preço do Brent para mais de 35 dólares, uma subida de quase 6% esta semana

Jorge Nascimento Rodrigues

As bolsas mundiais parecem querer virar a página do pânico financeiro e anular as duas primeiras semanas de fevereiro em que acumularam perdas de quase 5%.

Esta terça-feira foi a vez das duas bolsas chinesas de Xangai e Shenzhen puxarem pela região asiática, com o índice CSI 300 (das trezentas principais cotadas nas duas bolsas) a registar ganhos de 3,07%; ontem havia sido a bolsa de Tóquio, cujos principais índices subiram mais de 7%.

Na Europa, as bolsas voltaram a abrir no verde, depois de terem registado ganhos de 2% na segunda-feira. O índice PSI 20, da Bolsa de Lisboa, está em linha com a tendência de subida europeia. Os futuros em Wall Street estão, também, em terreno positivo, indiciando uma abertura nesse sentido, depois das bolsas de Nova Iorque terem estado fechadas na segunda-feira, em virtude de feriado.

O preço do barril de petróleo de Brent, a variedade europeia de referência internacional, fechou a sessão asiática de hoje a subir 3,9% em relação ao fecho do dia anterior. O Brent está a cotar-se em 35,31 dólares, um nível de preços que já não se registava desde o final de janeiro. Em relação a sexta-feira passada, o preço do Brent subiu quase 6%. O pico deste ano está em 35,90 dólares registado a 31 de janeiro e o mínimo do ciclo descendente (desde junho de 2014) em 27,10 dólares verificado durante a sessão de 20 de janeiro.

As bolsas chinesas lideraram as subidas na Ásia. O índice composto de Xangai subiu 3,3% e o similar para Shenzhen avançou 4,1%. As duas bolsas regressaram esta semana à negociação, depois de uma semana de feriados em virtude do ano novo lunar. As bolsas de Sidney, Taiwan, Seul e Hong Kong fecharam com ganhos superiores a 1%. Na bolsa de Tóquio, as subidas foram hoje modestas: o Nikkei 225 subiu 0,2% e o TOPIX avançou 0,37%.

Convergência de expetativas otimistas

O pânico financeiro abrandou esta semana. Na semana passada havia disparado na bolsa de Tóquio e subido na Europa e em Wall Street. Muitos analistas apontam para uma convergência de espetativas otimistas neste começo da terceira semana. Mas outros continuam a torcer o nariz, duvidando que se esteja perto de um ponto de viragem quer no ciclo descendente do preço do petróleo iniciado em junho de 2014 quer na trajetória de queda bolsista iniciada em 2015 (ano em que as bolsas mundiais perderam 4,3%,depois de terem ganho mais de 35% nos três anos anteriores).

Na frente da política monetária, especula-se que o Banco do Japão poderá ampliar os estímulos face aos maus resultados económicos do último trimestre de 2015. Ontem, Mario Draghi, o presidente do Banco Central Europeu, afirmou perante o Parlamento Europeu que o banco não hesitará em tomar medidas adicionais de estímulo na próxima reunião de 10 de março, se a reavaliação dos seus programas de “alívio” e do corte na taxa negativa de remuneração dos depósitos revelar que foram ineficazes para travar a desinflação (em larga medida importada) e a turbulência financeira.

Na China, uma entrevista do governador do Banco Popular da China – o banco central – à revista financeira independente “Caixin” durante o fim de semana pretendia tranquilizar os mercados financeiros garantindo que não há razão para uma estratégia de desvalorização do renminbi. Hoje, o banco central anunciou que o novo crédito disparou para 2,51 biliões de yuan (o equivalente a 344 mil milhões de euros) em janeiro, um recorde.

No mercado petrolífero surgiu a notícia de que se realiza esta terça-feira em Doha (capital do Qatar) uma reunião não divulgada com a presença de responsáveis da Arábia Saudita, Rússia, Qatar e Venezuela, o que deu um empurrão, de novo, ao aumento dos preços do barril de petróleo, na expetativa que o cartel petrolífero e a Rússia cheguem a uma coordenação para cortar o nível de produção diária.

  • O índice das principais cotadas da zona euro está a subir mais de 2%. Milão lidera a tendência positiva. O índice PSI 20, da Bolsa de Lisboa, ganha mais de 1,5%. Preço do Brent está a cair ligeiramente

  • Depois de uma semana em que caíram mais de 6%, as bolsas asiáticas registam ganhos esta segunda-feira, lideradas por Tóquio, que subiu mais de 7%. A exceção foram as duas bolsas chinesas que saíram de uma semana de feriados pelo ano novo lunar