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Têxteis: 2015 foi o melhor dos últimos 13 anos

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Lucília Monteiro

Exportações da fileira crescem 5% e passam os 4,8 mil milhões de euros

Na história da indústria têxtil e do vestuário, 2015 fica registado como o melhor dos últimos 13 anos, com as exportações a crescerem 5%, para os 4,8 mil milhões. O resultado, a refletir o contributo positivo de todos os subsectores, leva a ATP - Associação Têxtil e Vestuário de Portugal a antecipar a possibilidade de fechar este exercício com as vendas ao exterior nos 5 mil milhões de euros,ao nível "do valor mítico registado nos primeiros anos da década passada".

A confirmar-se esta previsão, o "cenário de ouro" apresentado no Plano Estratégico do sector até 2020 é antecipado em cinco anos no que respeita às exportações.

Por subsectores, em 2015, o maior impulso percentual veio dos têxteis-lar, a crescerem 7%, para os 708 milhões de euros. Os têxteis cresceram 5% e atingiram os 1,24 mil milhões de euros, e o vestuário cresceu 3,7%, para os 2,89 mil milhões de euros.

O saldo da balança comercial da fileira totalizou 1,94 mil milhões.

Na análise da ATP, em termos de matérias-têxteis "reveste-se de particular importância o comportamento das exportações de têxteis técnicos, os quais registaram um crescimento de 10%, o que confirma uma tendência de diversificação industrial do sector".

Quanto aos mercados de destino, o foco é apontado para o "forte crescimento" das exportações para Espanha (1,6 mil milhões de euros) e Estados Unidos (285 milhões), onde os têxteis made in Portugal reforçaram a sua quota, tendo mesmo, neste último país, ultrapassado clientes tradicionais como Itália ou Bélgica. Outra tendência em destaque é a recuperação em destinos como a Alemanha (410 milhões) ou Reino Unido (437 milhões). França mantem-se como o segundo maior cliente do sector (613 milhões), atrás de Espanha

Desde 2009, o pior ano dos últimos 18 anos na vida do sector, as exportações têxteis já cresceram 38% ou 1,3 mil milhões de euros.