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Primavera cresce 8% apesar da exposição a África

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Empresa tem €5 milhões retidos em Angola e já sente as dificuldades em Moçambique mas diz que a situação não afeta a sua rentabilidade operacional. Aposta nas participadas vai acelerar crescimento

João Ramos

João Ramos

Jornalista

A Primavera é a principal empresa portuguesa na área do software empresarial e tem tido, nos últimos anos, uma trajetória de crescimento que contrasta com o desempenho anémico da economia do país. O ano passado não foi exceção. A empresa fundada em 1994 por José Dionísio e Jorge Batista alcançou em 2015 um volume de negócios de €21 milhões, o que representa um crescimento 8% face a 2014, beneficiando do facto de 60% da faturação ser recorrente (resulta de contratos de manutenção).

Porém, não há só boas notícias. Há €5 milhões da operação angolana que tardam em ser transferidos para Portugal. Os dois copresidentes da empresa não escondem que a crise angolana está a prejudicar a estratégia que tinham definido. “Não antevemos qualquer problema financeiro porque temos as necessárias almofadas — margem de negócio e acesso facilitado a vias de financiamento — mas este dinheiro parado faz-nos falta para pagar a atual estrutura e manter o ritmo de expansão através de pequenas aquisições”, admite Jorge Batista. A margem operacional da empresa no ano passado terá ficado acima dos 18%, mas José Dionísio admite que os resultados antes de impostos possam sofrer o impacto da forte desvalorização da divisa angolana (kwanza). “Desde novembro de 2014 que não conseguimos transferir dinheiro de Angola e não temos perspetiva de quando será possível fazê-lo”, acrescenta José Dionísio.

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