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Empresários não acreditam nas medidas do Governo

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Um a um, todos os sectores parecem falar a uma só voz. Na sua opinião, este OE não é ‘amigo’ do investimento nem gera a confiança dos empresários

Os empresários arrasam a proposta de Orçamento do Estado para 2016. Instabilidade e imprevisibilidade fiscal, agravamento de vários impostos e falta de uma orientação estratégica para a indústria e para o tecido empresarial em geral são as críticas mais frequentes entre as 11 associações e confederações ouvidas pelo Expresso. Consideram que o OE não é ‘amigo’ do investimento e que não gera confiança entre os empresários.
O maior coro de queixas vem do sector automóvel, com a carga fiscal a subir praticamente em todas as frentes, desde o Imposto Único Automóvel ao Imposto Sobre Produtos Petrolíferos. Hélder Pedro, presidente da ACAP — Associação Automóvel de Portugal, é perentório e considera que este não é, definitivamente, um Orçamento ‘amigo’ do investimento.

Curiosamente, até do lado do turismo — supostamente beneficiado pela redução da taxa de IVA na restauração — chovem críticas: “Este Orçamento não favorece o investimento privado, porque não promove a redução da carga fiscal, não integra medidas de fomento do investimento privado nem do investimento público estratégico para a competitividade do país”, considera Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo Português (CTP). “Algumas medidas estruturais, como a reforma do IRC, sofreram, agora, um revés que coloca os investidores num clima de desconfiança em relação à capacidade que o país tem em conferir estabilidade no plano da legislação fiscal”, diz este dirigente, numa crítica comum a quase todos os representantes empresariais contactados.

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