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Pânico financeiro já custou 3,6% esta semana. Tóquio abre sexta-feira a cair 4%

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O epicentro da volatilidade esteve na quinta-feira centrado na Europa, cujas bolsas perderam mais de 2%, lideradas por uma derrocada em Milão. Wall Street caiu mais de 1%. Bolsas mundiais fecharam pela quinta sessão consecutiva no vermelho. Tóquio abriu esta sexta-feira com uma queda perto de 4%

Jorge Nascimento Rodrigues

As bolsas mundiais fecharam na quinta-feira pela quinta sessão consecutiva no vermelho. O índice mundial MSCI perdeu 1,32%. As perdas acumuladas esta semana já somam 3,55%. Na semana anterior, aquele índice registou uma queda de 2,25%.

Segundo a Bloomberg, o índice mundial MSCI já caiu 20% desde o seu pico em maio de 2015. Trata-se da maior queda desde a crise da dívida soberana em 2011.

A região do globo mais afetada pelo pânico financeiro está a ser a Europa, cujo índice MSCI já perdeu 7% esta semana. Entretanto, a Bolsa de Tóquio reabriu esta sexta-feira, depois de um feriado no dia anterior, com o índice Nikkei 225 a cair perto de 4%.

Wall Street fechou na quinta-feira no vermelho, com o índice Dow Jones 30 a recuar 1,6% e o S&P 500 a perder 1,23%. Na Europa, o desastre financeiro foi maior. O índice MSCI para a região desceu 2,44%, com destaque para uma derrocada do índice MIB na Bolsa de Milão, que perdeu 5,63%, e uma queda de 4,9% no índice Ibex 35 da Bolsa de Madrid. Lisboa e Paris fecharam com perdas superiores a 4%. Três dos mais importantes índices europeus registaram perdas superiores a 2% - o Dax em Frankfurt, o FTSE 100 londrino, e o SMI de Zurique. O Eurostoxx 50 (das cinquenta principais cotadas da zona euro) caiu 3,6%, com as principais quedas entre 6% e 12,5% centradas em nove bancos e seguradoras europeias. A liderar as descidas esteve a Société Générale francesa.

A volatilidade voltou a subir. O índice VIX – da volatilidade - ligado ao Eurostoxx 50 subiu 14,5%, tendo atingido um máximo do dia de 40,48 euros, um patamar que começa a aproximar-se dos níveis atingidos em agosto do ano passado aquando da crise bolsista chinesa. Nos EUA, o índice VIX relacionado com o S&P 500 avançou 7%, uma subida mais moderada do que na Europa. Estes índices indicam o nível de pânico financeiro que se observa nestes mercados.

No mercado das matérias-primas, as maiores descidas de preços verificaram-se na quinta-feira no níquel, gás natural e açúcar, com quedas de preços superiores a 2%. No reverso da moeda, as maiores subidas de preços ocorreram com o ouro, prata e platina, com subidas superiores a 3%. O preço do barril de petróleo de Brent prosseguiu a trajetória de subida do dia anterior. Fechou na quinta-feira em 31,11 dólares, um aumento ligeiro de 0,9% em relação ao dia anterior. As declarações do ministro da Energia dos Emirados Árabes Unidos alimentaram a subida. Em declarações à Sky News Arabia, Suhail bin Mohammed al-Mazrouei disse que a OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) estaria preparada para cooperar num corte da produção diária de barris.