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Governo quer duplicar capacidade dos comboios de mercadorias entre Sines e Caia

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O investimento total previsto para o corredor ferroviário internacional sul é de 626,1 milhões de euros

O Governo quer aumentar duas vezes e meia a capacidade dos comboios de mercadorias que partem de Sines para a fronteira de Caia. A informação foi avançada esta tarde pelo presidente da Infraestruturas de Portugal, António Ramalho, durante a apresentação do Plano de Investimentos e Infraestruturas Ferroviárias 2020 está a ser feita na sede da Infraestruturas de Portugal, junto à praça das portagens da ponte 25 de Abril.

O investimento total previsto para o corredor ferroviário internacional sul - a linha de Sines-Évora-Elvas-Caia - é de 626,1 milhões de euros, cabendo 257 milhões de euros ao esforço nacional - e permitirá aumentar a capacidade diária dos atuais 36 comboios de 400 metros de comprimento para 51 comboios diários de 750 metros de comprimento.

António Ramalho, diz que os investimentos ferroviários incluídos no conjunto de todas as linhas a intervencionar, serão feitos numa rede de 1100 km de linhas, o que corresponde a uma parte significativa da rede total portuguesa que é de 2500 km de ferrovia.

O investimento ferroviário total beneficiará exatamente 1193 km de linha, sendo 214 km de linhas novas, 545 km de modernização de linhas, 272 km de eletrificação de linhas e 162 km de modernização e eletrificação de linhas.

O corredor norte-sul na linha Lisboa-Porto estará pronto, totalmente modernizado, até aos egundo trimestre do 2020, implicando um custo total de 325,8 milhões de euros e uma comparticipação portuguesa de apenas 89,9 milhões de euros, revelou António Ramalho.

A modernização e eletrificação da linha do Algarve terá a contratação do seu projeto no segundo trimestre de 2016 e estará concluída no terceiro trimestre de 2021.

O ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, diz que trabalhou muito com a equipa da IP para candidatar projetos ferroviários a mais de 1,2 mil milhões de euros de fundos europeus que permitirão fazer obras durante seis anos, no valor de 460 milhões de euros por ano.

Muitos projetos acontecerão já em 2016 nas linhas do Norte e do Minho, diz o ministro, acrescentando que o Governo vai avaliar a modernização dos comboios da linha de Cascais.

“Em meia dúzia de anos vamos intervencionar metade da rede ferroviária portuguesa”, afirma o governante.

Pedro Marques revela que com comboios de 750 metros de comprimento o custo do transporte ferroviário de mercadorias vai baixar 15%. A eletrificação da linha do Algarve e a modernização da linha de Cascais são opções feitas pelo Executivo, sublinha o ministro.

No entanto, o presidente da IP, António Ramalho, explicou ao Expresso que a redução nos custos do transporte de contentores é superior, estimando que na linha Sines-Caia a descida de preços para transportar contentores será da ordem dos 35%. Quanto à redução do tempo de viagem entre Sines e a fronteira, a IP estima que será de menos 1h30.

Sobre os custos anuais da IP, que gere as infraestruturas ferroviárias, o ministro Pedro Marques admitiu que serão reduzidos em cerca de 15 milhões de euros. No total, serão criados 6500 postos de trabalho anuais nas obras ferroviárias a concretizar. Todas estas obras estarão concluídas no primeiro trimestre de 2021.