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Administrador do grupo Pestana é o novo presidente do Turismo de Portugal

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Expresso apurou que Luís Araújo, que foi chefe de gabinete do ex-secretário de Estado Bernardo Trindade, vai suceder a João Cotrim de Figueiredo, que se demitiu esta semana do cargo

Luís Araújo, administrador do grupo Pestana responsável pelos projetos do grupo hoteleiro na América Latina, foi escolhido como novo presidente do Turismo de Portugal, segundo apurou o Expresso. Apesar de ter sido contactado, o Ministério da Economia não quis fazer declarações.

Atualmente membro do conselho de administração do grupo Pestana, responsável pelas operações na América Latina, designadamente Argentina, Venezuela, Colômbia e Cuba, (e também responsável pelo departamento de Sustentabilidade do grupo desde 2009), Luis Araújo foi chefe de gabinete do ex-secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, entre 2005 e 2007.

Licenciado em Direito, com diversas especializações em hotelaria pela Universidade de Cornell, Luís Araújo começou a carreira no grupo Pestana em 1996, inicialmente no departamento jurídico, e em 2005 foi para a sucursal do grupo hoteleiro no Brasil (onde foi, sucessivamente, assessor da administração para novos projetos, membro do conselho de administração e vice-presidente na América do Sul responsável pela área de desenvolvimento e operações).

Após ter sido chege de gabinete de Bernardo Trindade, voltou ao grupo Pestana como membro do conselho de administração responsável pelas áreas de recursos humanos, comunicação e marketing, tecnologias de informação e compras, além de responsável pelos novos projetos na América do sul.

O administrador do grupo Pestana sucede a João Cotrim de Figueiredo, que foi nomeado presidente do Turismo de Portugal pelo Governo de Passos Coelho em 2013 e esta semana se demitiu do cargo - apesar de ter descartado a hipótese da sua saída no final do ano passado quando o Governo de coligação de esquerda tomou posse.

"A minha saída é uma decisão que tomo em consciência, declarou João Cotrim de Figueiredo ao demitir-se de presidente do Turismo de Portugal, não deixando de frisar: "Devo preservar a minha independência profissional, bem como a defesa da independência política do sector".

"Como gestor profissional, só posso aceitar assumir a responsabilidade por resultados se dispuser da independência de atuação técnica que é essencial ao sucesso de uma atividade tão competitiva e dinâmica como o Turismo, independentemente das legítimas orientações políticas emanadas pelo governo em funções", alegou ainda Cotrim de Figueiredo ao sair.