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Dívida: juros perto de 3,9%. Prémio de risco amplia-se

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Os juros das Obrigações do Tesouro a 10 anos abriram esta quinta-feira em alta no mercado secundário. Em virtude de nova descida dos juros das obrigações alemãs, que servem de referência, o prémio de risco da dívida portuguesa subiu para mais de 3,7 pontos percentuais, o que já não se registava desde há mais de dois anos

Jorge Nascimento Rodrigues

O prémio de risco da dívida portuguesa subiu, na abertura desta quinta-feira, para 374 pontos base, o equivalente a um diferencial de 3,74 pontos percentuais em relação ao custo de financiamento da dívida alemã. Este nível de prémio de risco já não se registava há dois anos.

O aumento do prémio em quase 30 pontos base (0,3 pontos percentuais) em relação ao fecho de ontem deveu-se a uma subida para 3,89% por parte das yields das Obrigações do Tesouro português (OT) que vencem em 2026 e a uma descida das yields das obrigaçoes alemãs naquele prazo para 0,16%.

A trajetória no mercado secundário das yields das OT a 10 anos em direção a 4% empurra o custo de financiamento para um patamar que já não era observado desde o final de março de 2014.

No mercado a dívida secundária, no prazo de referência a 10 anos, as yields das OT estão a registar a maior subida na zona euro, face um aumento ligeiro no caso das yields das obrigações espanholas e italianas, e a uma descida das yields das obrigações gregas (que estão acima de 11%, um máximo desde o final da crise grega do verão do ano passado) e irlandesas.

Esta quinta-feira, o Eurogrupo (órgão de reunião dos ministros das Finanças da zona euro) reúne-se para analisar o Orçamento de Estado português e amanhã a ISDA, Associação Internacional dos Swaps e Derivados, reaprecia a questão da decisão do Banco de Portugal em transferir dívida sénior do Novo Banco para o BES "mau".

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