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Bolsas em tumulto. Principais praças na Europa a perderem mais de 3%

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Com a Ásia a meio gás, a bolsa de Hong Kong reabriu esta quinta-feira para perder quase 4%. Na Europa, a Bolsa de Milão lidera quedas a perder mais de 4%. PSI 20, na Bolsa de Lisboa, recua cerca de 3%

Jorge Nascimento Rodrigues

Na Ásia, a principal praça financeira aberta, Hong Kong, fechou esta quinta-feira no vermelho, depois de três sessões em que esteve encerrada em virtude dos feriados do ano novo lunar chinês. O índice Hang Seng perdeu hoje quase 4%.

A Ásia está a meio gás. A bolsa de Tóquio não abriu em virtude de feriado e as duas bolsas chinesas continuam encerradas por causa dos feriados do ano novo. A Bolsa de Seul reabriu, depois de três sessões encerrada por causa do ano novo, para perder 2,93%. Escapou Sidney, onde o índice ASX 200 australiano ganhou 0,95%.

Na Europa, a abertura foi no vermelho, com a Bolsa de Milão a liderar as quedas. O índice MIB italiano perde mais de 4% e a sua trajetória aponta para uma derrocada (uma quebra superior a 5%). O índice Eurostoxx 50 (das cinquenta principais cotadas da zona euro) está a cair mais de 3%, com os grandes bancos e seguradoras europeias a perderem mais de 5%. O índice PSI 20, da Bolsa de Lisboa, está em linha com as quedas, registando um recuo de mais de 3%.

O índice de pânico financeiro (índice VIX da volatilidade associada ao Eurostoxx 50), em pouco mais de meia hora de sessão europeia, disparou 10,3%.

O preço do barril de petróleo de Brent abriu a sessão europeia, pelas 8h (hora de Portugal), cotando-se em 30,36 dólares, em queda face ao fecho do dia anterior em 30,97 dólares. O preço do Brent, a variedade europeia de referência internacional, abriu a semana em 34,06 dólares.

Para o analista Tom Whipple o quadro fundamental do mercado petrolífero para este ano não sofreu alterações pelo que a tendência é no sentido de uma baixa continuada de preços. “A maioria dos observadores do mercado petrolífero está pessimista sobre o futuro imediato dos preços. O relatório da Agência Internacional de Energia saiu esta semana sublinhando que preveem que a oferta excedentária de crude continue por mais meses e que há poucas perspetivas de um grande acordo entre a OPEP e Rússia para um corte da produção. A OPEP também avançou com uma previsão de que este ano a procura de petróleo será mais fraca. O cartel petrolífero refere que aumentou a sua produção em 131 mil barris por dia em janeiro, atingindo um nível diário de 32,33 milhões de barris, com uma subida de produção da parte da Nigéria, Iraque Arábia Saudita e Irão”, refere o analista numa nota.

Recorde-se que, ontem, a intervenção da presidente da Reserva Federal norte-americana perante o Congresso acabou por gerar um impacto negativo entre os analistas e investidores. Wall Street fechou no vermelho e o índice mundial de bolsas MSCI perdeu 0,1%, mantendo-se em terreno negativo pela terceira sessão consecutiva desta semana. Na semana anterior, o índice mundial MSCI recuou 2,25%.

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