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PS quer Relvas no Parlamento a explicar “múltiplos episódios” sobre o Efisa

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Luis Barra

“O anterior governo injetou 90 milhões de euros num banco que amanhã, caso o Banco de Portugal assim o decida, poderá ser de Miguel Relvas”, justificam os socialistas, que admitem ainda chamar Passos

O PS apresentou esta quarta-feira um requerimento para ouvir na Assembleia da República (AR) o antigo ministro do PSD Miguel Relvas e a ex-secretária de Estado do Tesouro Isabel Castelo Branco, pedindo os socialistas esclarecimentos aos "múltiplos episódios" sobre a alienação do banco Efisa.

O texto, endereçado à presidente da comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa (COFMA), pede a ida ao parlamento de ambos os responsáveis, o primeiro por ser candidato a acionista da sociedade que comprou o Efisa, e a segunda por ter autorizado a recapitalização pública da entidade num total de 90 milhões de euros.

O Efisa - banco de investimento do antigo BPN - foi adquirido pela sociedade Pivot: à altura da compra, noticiou-se que a venda chegou a cerca de 38 milhões de euros, mas o texto socialista fala num montante de 32 milhões.

Em julho passado, a Parparticipadas anunciou ter chegado a acordo para a venda da totalidade do capital do Banco Efisa à Pivot SGPS, cujos acionistas são "entidades portuguesas e estrangeiras" - a Pivot era um dos oito candidatos à compra da instituição.

"Nos últimos dias, o país foi confrontado com a notícia de que Miguel Relvas passou a acionista da Pivot SGPS, decisão que apenas aguarda o parecer do Banco de Portugal. Em suma: o anterior Governo PSD/CDS-PP, liderado pelo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, injetou 90 milhões de euros num banco que amanhã, caso o Banco de Portugal assim o decida, poderá ser de Miguel Relvas, ex-ministro e ex-número dois de Pedro Passos Coelho", sinalizam os socialistas no texto desta quarta-feira.

O deputado João Paulo Correia declarou aos jornalistas que chegou a ser ponderada a possibilidade de chamar o ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho à comissão, mas "nesta fase inicial" as audições de Relvas e Isabel Castelo Branco são as mais importantes.

"Se os esclarecimentos não forem dados dentro do que esperamos, não hesitaremos também em chamar o ex-primeiro-ministro à comissão", alertou o parlamentar socialista.