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Juros da dívida sobem para máximos de 22 meses

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Os juros das Obrigações do Tesouro português a 10 anos fecharam esta quarta-feira em 3,71% no mercado secundário, um nível que já não se registava desde abril de 2014. Portugal e Grécia destacam-se no agravamento dos juros, do prémio de risco e do preço dos seguros contra o incumprimento

Jorge Nascimento Rodrigues

As yields das Obrigações do Tesouro português (OT) no prazo de referência, a 10 anos, abriram esta quarta-feira em baixa no mercado secundário da dívida soberana. Mas, esse movimento de queda durou pouco mais de duas horas e as yields das OT que vencem em junho de 2026 acabaram por fechar em 3,71%, um máximo desde abril de 2014.

Esta quarta-feira apenas nos casos de Portugal e da Grécia se registaram subidas das yields nas obrigações a 10 anos. No caso helénico, as yields dispararam para 11,27%, um nível que já não se registava desde o verão do ano passado, depois do pico em 19% em junho.

O prémio de risco continuou esta quarta-feira a subir para Portugal e voltou a disparar para a Grécia. O prémio aumentou para 346 pontos base no caso português, o equivalente a um diferencial de quase 3,5 pontos percentuais em relação ao custo de financiamento da dívida alemã, que serve de referência. Níveis deste tipo já não se verificavam desde janeiro de 2014. No caso grego, o prémio saltou para 1102 pontos base, um aumento de 28 pontos base.

No mercado dos credit default swaps (acrónimo cds) a 5 anos, que funcionam como contratos de proteção contra o risco de incumprimento da dívida, o preço dos cds fechou em 307,525 pontos base no caso da dívida portuguesa e em 1605,85 pontos base no caso da dívida helénica. O preço dos cds baixou hoje para as dívidas espanhola, italiana e irlandesa. Recorde-se que, no início de fevereiro, o custo de um cds para a dívida portuguesa situava-se em 227,14 pontos base; em apenas oito sessões, o preço dos cds subiu 35%.