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Famílias optam por planos de pagamento de dívida em alternativa à insolvência

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Tiago Miranda

O número de insolvências de particulares caiu no ano passado, à semelhança do que tinha acontecido em 2014. Embora o número de famílias insolventes esteja a cair, aumentou a procura de mecanismos alternativos, avança o jornal “Público”

Os números mostram que o total de processos de insolvência de particulares desceu 3,8% no ano passado, confirmando a mesma tendência que já se tinha verificado em 2014, segundo os dados citados esta quarta-feira pelo jornal “Público”, cedidos pelo instituto Informador Comercial (IIC), uma consultora de gestão de crédito.

Se em 2014 tinham sido registadas 12.826 insolvências de pessoas singulares (menos 3,2% em relação ao ano anterior), em 2015 o total passou para 12.345 (uma queda de 3,8%). Esta queda, lembra o “Público”, representa uma inversão do que vinha a ser a tendência de aumento a partir de 2008.

Apesar da queda do número de insolvências de particulares, tem-se identificado um aumento noutro tipo de mecanismos alternativos. Um deles é o PER (Processo Especial de Revitalização), criado em 2012, e que registou um aumento de 36,7% no total de processos entrados em 2015 (1600).

O jornal “Público” cita o presidente da Associação Portuguesa dos Administradores Judiciais (APAJ), Inácio Peres, que olha para os PER como um “balão de oxigénio” para as famílias, permitindo-lhes “negociar um plano de pagamentos com os credores durante pelo menos seis meses”.

Para além dos particulares, também as empresas têm registado um decréscimo nas insolvências e um aumento do números de processos do mecanismo PER, mostra o “Público”.