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Bolsas. Ásia continua no vermelho pelo terceiro dia consecutivo

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A Bolsa de Tóquio voltou a cair esta quarta-feira. O índice Nikkei 225, depois da derrocada de ontem, recuou 2,3%. Preço do barril de Brent em 31 dólares

Jorge Nascimento Rodrigues

A Ásia registou mais um dia de quedas. A maré vermelha abrange esta quarta-feira as bolsas de Tóquio e de Sidney e dos quatro principais mercados fronteira da Ásia Pacífico (Filipinas, Indonésia, Malásia e Tailândia). A região está, contudo, a meio gás, em virtude dos feriados do ano novo lunar que mantêm encerradas desde segunda-feira as praças da China, Coreia do Sul, Hong Kong e Taiwan.

A Bolsa de Tóquio caiu pelo segundo dia consecutivo, depois da derrocada de ontem. Em duas sessões, o principal índice, o Nikkei 225, perdeu quase 8% e desde o final de janeiro já recuou 11,2%. A correção no Nikkei é a segunda maior nas principais praças financeiras mundiais, logo a seguir à quebra de 19,5% do índice MIB de Milão. O índice nipónico Topix perdeu esta quarta-feira mais de 3%. O efeito das medidas de mais estímulos monetários tomadas pelo Banco do Japão no final de janeiro parece ter-se esfumado.

Na Austrália, o índice ASX 200 está há quatro sessões consecutivas no vermelho. Esta quarta-feira perdeu 1,2%.

O preço do barril de petróleo de Brent, a variedade europeia de referência internacional, subiu ligeiramente 0,6% na sessão asiática. Fechou em 31 dólares, tendo encerrado no dia anterior em 30,83 dólares.

Os futuros em Frankfurt e Wall Street estão em terreno positivo, o que indicia uma abertura com ganhos, depois de duas sessões em que os principais índices bolsistas registaram perdas.

As sessões bolsistas europeia (à tarde) e nova-iorquina ficarão marcadas pelas declarações da presidente da Reserva Federal norte-americana (Fed), Janet Yellen, perante o Comité Bancário do Senado do Congresso onde irá apresentar o relatório semestral sobre política monetária do principal banco central do mundo. Yellen testemunhará perante o Senado hoje e na quinta-feira. Os futuros das taxas de juro da Fed apontam para uma probabilidade muito baixa de haver uma segunda subida em 2016 em virtude dos riscos na conjuntura internacional, incluindo um abrandamento da pópria economia dos EUA, e da volatilidade nos mercados financeiros mundiais, com o sector bancário na ribalta, em particular o europeu.