Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Dívida. Juros acima de 3,5%

  • 333

Os juros das Obrigações do Tesouro a 10 anos subiram esta manhã de terça-feira para mais de 3,5% no mercado secundário. Nos restantes periféricos do euro, estão a descer, incluindo nas obrigações gregas. Agravou-se ontem a rentabilidade negativa da dívida obrigacionista portuguesa

Jorge Nascimento Rodrigues

As yields das Obrigações do Tesouro português (OT) a 10 anos subiram, pelas 9h45 (hora de Portugal), para um máximo deste ano de 3,51%, um nível que já não se observava no mercado secundário desde outubro de 2014. Esta subida está a contrastar com descidas nas yields das obrigações dos restantes periféricos do euro, incluindo a Grécia.

Esta subida acima de 3,5% está a registar-se na linha obrigacionista que vence em julho de 2026 e que foi lançada em janeiro, e que está a servir de nova referência para o prazo a 10 anos, por exemplo para a Bloomberg. Também na linha obrigacionista que vence em outubro de 2015, as yields continuam a subir, situando-se, agora, acima de 3,3%.

Em virtude das yields das obrigações alemãs a 10 anos se manterem no patamar de 0,2%, o prémio de risco da dívida portuguesa continua a subir já acima do nível de 300 pontos base, o que equivale a um diferencial de mais de 3 pontos percentuais em relação ao custo de financiamento da dívida alemã.

Na segunda-feira, a rentabilidade da dívida obrigacionista portuguesa nas últimas 52 semanas afundou-se ainda mais em terreno negativo, segundo o indicador da Bloomberg. Na sexta-feira passada passou a terreno negativo registando -0,07% e ontem fechou em -0,82%. É o único periférico que apresenta taxas de rentabilidade negativas a 52 semanas.

O dia nos mercados da dívida soberana está a ser marcado pela descida das yields das obrigações nipónicas a 10 anos para terreno negativo, pela primeira vez na sua história. Durante a sessão asiática, fixaram um mínimo histórico de -0,076%. Agora, estão em -0,025%. No mundo, só o Japão e a Suíça registam taxas negativas a 10 anos. No caso helvético, desde o início de fevereiro, que as taxas negativas abrangem inclusivé o prazo a 15 anos (atualmente em -0,099%), uma situação única no mundo.