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Santoro adverte. Desblindagem no BPI força OPA do Caixabank

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Isabel dos Santos insiste que a desblindagem dos estatutos só faz sentido com fusão bancária.O BPI "tem de ser defendido e receber algo em troca".

A Santoro, de Isabel dos Santos, adverte que a desblindagem dos estatutos do BPI conduz ao lançamento de uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) obrigatória pelo Caixabank, sem se conhecer as condições e o preço.

Mário Leite Silva, representante da Santoro, refere que quando reforçou para 44% o Caixabank foi dispensado pela CMVM de lançar uma OPA pelo facto dos estatutos do BPI imporem um limite de votos de 20%. Se este limite cair, a OPA torna-se obrigatória.

“Em que condições e a que preço? Ninguém sabe”, diz ao Expresso. Aplicando o critério da média das cotações dos útimos seis meses, o preço seria pouco acima de um euro.

Mário Sillva recorda que o Conselho de Administração (CA) do BPI, quando há um ano o Caixabank ofereceu 1,329 euros por ação, contrapôs um valor 70% superior.

Receber algo em troca

A desblindagem dos estatutos regressou à agenda, depois de esta quinta-feira o CA do BPI anunciar que o tema voltará a ser apreciado em Assembleia Geral de acionistas.

A Santoro contesta a oportunidade do tema “num momento em que é preciso concentrar energias para resolver o problema da exposição aos grandes riscos” definidos pelo BCE.

E tem uma ideia clara sobre o assunto. Deblindar sim, mas “no âmbito de um movimento de concentração que racionalize as operações e combata o excesso de capacidade bancária instalada”.

Num cenário de desblindagem, “os interesses do BPI têm de ser defendidos e a institituição receber algo em troca”, diz Mário Silva ao Expresso. Uma fusão pode ser a moeda de troca.

Rentabilizar o investimento

Para Isabel dos Santos, a proposta de fusão BPI/ BCP pemanece válida, sem recusar outras soluções que se provem igualmente virtuosas, como a aquisição do Novo Banco.

A agenda da Santoro no BPI “é a rentabilização do seu investimento”. O representante da Santoro recorda que há mais de oito meses enviou cartas ao BPI e BCP convidando os conselhos de administração para analisarem a proposta de fusão.

“O BCP respondeu no dia seguinte, a administração do BPI ainda não teve tempo para responder”, diz Mário Silva.