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Onda de vendas nas Bolsas, juros da dívida portuguesa sobem

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As ações europeias afundaram 3,5%, num dia fortemente negativo para as Bolsas a nível global. Os juros da dívida portuguesa dispararam, bem como o prémio de risco

A Bolsa portuguesa fechou em forte queda, num dia marcado pela fuga ao risco que levou as ações europeias a perderem mais de 3,5% e os juros da dívida portuguesa a disparar.

O índice STOXX 600 desceu 3,54%, com os títulos do setor financeiro a liderar as quedas, a par dos dos setor da energia. O PSI-20 recuou 2,8%, com todas as cotadas no vermelho. A Altri afundou 7,11%, enquanto a NOS e a Portucel recuaram mais de 5%.

Nos Estados Unidos, o índice S&P 500 desliza 1,95%, numa sessão de forte queda para as tecnológicas.

Vários dados macroeconómicos divulgados na China e nos Estados Unidos desapontaram os investidores.

Por outro lado, "durante muito tempo os mercados estiveram apoiados na política monetária da Reserva Federal, que injectou liquidez nos mercados.Agora, esse apoio não existe e há diversos riscos, como a China e a economia norte-americana", diz Albino Oliveira, analista da Patris.

No mercado secundário de dívida, os juros das Obrigações do Tesouro portuguesas a 10 anos dispararam 25 pontos base para 3,38%, segundo dados da Bloomberg, o máximo desde outubro de 2014. O diferencial face à dívida alemã, ou spread, subiu para 319 pontos base, o máximo desde março de 2014.

"Num contexto como o de hoje, de fuga ao risco, Portugal é sempre visto como o elo mais fraco", afirma o mesmo analista.

O Governo aprovou no final da semana o Orçamento do Estado para 2016. Antes, várias agências de rating mostraram preocupação por um eventual abrandamento do ajustamento orçamental em Portugal, mantendo-se o elevado nível de dívida e fraco crescimento económico.

Quanto aos preços do petróleo, o barril de brent perde 1,64% para 33,5 dólares.

  • Em virtude da alta dos juros da dívida a 10 anos no mercado secundário, para níveis acima de 3,3%, e da baixa dos juros da dívida alemã, o prémio que Portugal tem de pagar para se financiar subiu para máximos de há quase dois anos

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