Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Impostos sobre o sector automóvel custam mais €578 milhões aos condutores

  • 333

Marcos Borga

As receitas globais dos impostos sobre o sector automóvel a entrar nos cofres do Estado deverão chegar aos 3675 milhões de euros, mais 578 milhões de euros do que em 2015, segundo o jornal “Público”

Somadas as receitas que o Governo prevê que entrem nos cofres do Estado com imposto sobre os produtos petrolíferos e energéticos (ISP), imposto sobre veículos (ISV) e o imposto único de circulação (IUC), o resultado são 3675 milhões de euros, representando um aumento de 19% na cobrança em relação a 2015, segundo as contas feitas esta segunda-feira pelo jornal “Público”.

Em causa está um encaixe de mais 578 milhões de euros, que os condutores terão de pagar a mais este ano. Em 2015, as receitas totais tinham sido de 3097 milhões de euros. A este total a pagar a mais este ano, sublinha o “Público”, deve ainda somar-se o IVA sobre o combustível, embora esse dado não exista desagregado.

Do total dos 3675 milhões de euros, 74% dizem respeito ao ISP (€2703 milhões), enquanto 18% (€661 milhões) vêm do ISV e os restantes 8% do IUC.

O agravamento fiscal introduzido no Orçamento do Estado (OE) representa uma parte do aumento em relação ao ano passado: entre o ISP e ISV estão 430 milhões de euros. Uma outra parte da receita, diz o “Público”, deverá surgir através do aumento de vendas de carros e do abastecimento de combustível.

Entre os três impostos indiretos sobre o sector automóvel, diz o “Público”, é do ISP que vem a maior parte dos 578 milhões de euros (corresponde a 80% do total).

O agravamento do ISP vai levar ao aumento de seis cêntimos no preço da gasolina e do gasóleo. O ISV é pago na altura de matriculação do automóvel, já tinha sido aumentado no ano passado e agora sofreu um agravamento. O IUC é pago todos os anos pelos proprietários dos veículos e terá um aumento de 0,5% para todos os automóveis, segundo uma simulação da Associação Nacional das Empresas do Comércio e da Reparação Automóvel (ANECRA), citado pelo “Público”.

  • Guia para saber o que vai entrar, sair e talvez ficar quietinho na sua carteira

    Os escalões de IRS vão mudar, a sobretaxa terá alívio ligeiro nalguns casos e alívio nenhum noutros, o tabaco encarece e os combustíveis também; o imposto automóvel aumenta, tal como o IMI para alguns sectores; haverá cortes nos subsídios para quem comprar carro elétrico, as refeições take away e nos restaurantes vão ter alívio do IVA, mas o álcool não. O imposto de selo sofre agravamentos, tal como os impostos da cerveja e das bebidas espirituosas. Este é um guia para enfrentar o que aí vem e desvendar o que vai pagar a mais e a menos - e para averiguar quais as possibilidades de deixar alguns euros quietinhos a pensar na poupança

  • São 2000 empresas, dizem-se o "motor das exportações", representam 70% dos camiões existentes em Portugal e vão fazer uma reunião nacional no fim de semana de 13 e 14 de fevereiro para avaliar o grau de descontentamento às medidas do Orçamento de Estado para 2016

  • Sector automóvel acusa Governo de dar “tiro no pé” com mais impostos. “Temos de fazer como os taxistas?”

    Associação Automóvel de Portugal considera que o aumento da carga fiscal sobre os veículos e os combustíveis previsto no Orçamento que aí vem “atinge um grau de saturação”. “Tomam estas medidas fiscais e não nos dizem nada, o que me leva a crer que será preciso fazermos como os taxistas e mobilizarmos todos os trabalhadores do sector para a Assembleia da República para que os partidos, os deputados e o Governo entendam a nossa dimensão”