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Bolsas afundam, juros de Portugal sobem

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Bolsas europeias estão debaixo de uma chuva de vendas e recuam mais de 2%. Risco de Portugal país está em máximos do início de 2014

Uma nova onda de vendas está a atingir as Bolsas europeias, que deslizam esta segunda-feira mais de 2%, com a aversão ao risco a afastar os investidores também da dívida soberana de países da periferia da Europa.

O índice europeu Eurostoxx 600 perde 2,8% (às 13H) para mínimos de 16 meses. Os sectores financeiros e da energia estão entre os mais penalizados. Em Lisboa, o índice PSI-20 perde 2,04% para 4.808,74 pontos, com apenas dois títulos a subir e vários a cair mais de 4$, como os CTT e a NOS.

Na sexta-feiras, as bolsas europeias e nos Estados Unidos sofreram um tombo. Dados macroeconómicos têm desapontado, tanto na China como nos EUA, reforçando receios de um abrandamento do crescimento económico a nível mundial.

Os juros das obrigações do tesouro portuguesas a 10 anos, com maturidade em 2026, disparam para 3,34% face a 3,13% do fecho da última sessão, segundo dados da Bloomberg. Estão em máximos de oito meses.

Também o risco de incumprimento do país sobe. Desde o início de 2016 já avançou 80 pontos base para 250 pontos base, muito acima dos de Itália, o segundo país que registou uma subida no risco, excluindo a Grécia.

"Portugal tem sofrido com vários factores de incerteza a nível interno e quando há problemas no exterior é um dos mais penalizados. É um país com muita dívida e uma economia frágil", afirma um analista.

O Governo aprovou no final da semana passada o Orçamento do Estado para 2016. As incertezas em torno de um recuo no ajustamento orçamental tem levado agências de rating a dar avisos a Portugal, incluindo a DBRS, que admitiu retirar ao país o único rating de 'grau de investimento' que ainda tem.