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Guerra aquece no BPI e Angola não facilita

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Mário Silva, representante de Isabel dos Santos, assiste ao aperto de mão entre 
o vice-presidente do BPI, António Domingues, e o presidente do conselho de administração do banco, Artur Santos Silva

Rui Duarte Silva

Ulrich quer desblindar os estatutos, os espanhóis e os alemães também. Violas e Isabel dos Santos opõem-se. A cisão foi chumbada

Há um esticar da corda nas relações entre a gestão do BPI, liderada por Fernando Ulrich, e a empresária Isabel dos Santos, segunda maior acionista do banco. Ontem foi chumbada em Assembleia Geral (AG), pela Santoro, a cisão dos ativos africanos. Fica comprometida a solução para responder à exigência do Banco Central Europeu (BCE) de reduzir a exposição a Angola. O BPI terá de avançar para um plano B.

Há outras batalhas em curso. Uma semana depois de ter recusado a oferta da angolana Unitel para a compra de 10% do Banco de Fomento Angola (BFA), a comissão executiva do BPI propôs na quinta-feira a desblindagem dos estatutos do banco, para acabar com a limitação dos direitos de voto a 20%, a votar numa futura AG. A proposta caiu mal junto de dois acionistas: a Santoro, de Isabel dos Santos, e o grupo Violas. Ambos votaram contra, como já tinham feito há uns meses, no contexto da oferta pública de aquisição (OPA) do Caixabank sobre o BPI.

O objetivo da gestão de Ulrich “é eliminar o limite estatutário à contagem dos votos” e “dar instrumentos de atuação aos atuais e futuros acionistas”, nomeadamente “no suporte da participação do banco em eventuais operações de concentração”. O Novo Banco está à venda e o BPI pode ser um dos candidatos. E Isabel dos Santos defende uma fusão com o BCP.

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