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Empresários, economistas e gestores classificam Orçamento de 0 a 20

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Este Orçamento inspira confiança? E vai na direção certa ou errada? Eis a pontuação de 18 empresários, economistas e gestores

No quadrante otimista, destacam-se Fortunato Frederico, o líder dos industriais do calçado, que dá 16 valores à confiança e 15 valores ao rumo deste OE, embora veja com apreensão o facto de o país passar a trabalhar menos.

O economista Eugénio Rosa vem logo a seguir e espera que os trabalhadores, os pensionistas e os mais pobres sejam poupados caso o Orçamento derrape. No quadrante pessimista, destacam-se vítimas do aumento de impostos.

Quer Hélder Pedro, líder da associação automóvel, quer Gustavo Paulo Duarte, líder da associação de transportadores de mercadorias, dão um redondo zero ao rumo deste OE, porque cada quatro litros de gasóleo vão custar mais um euro em Portugal do que em Espanha e porque as importações de veículos usados estrangeiros prometem aumentar.

João Costa, líder da fileira têxtil e do vestuário, já fez contas à reintrodução dos feriados: cada um que calhe a meio da semana custa €50 milhões às exportações. Aníbal Campos, líder da fileira metalúrgica, contesta serem os privados a pagar a reposição dos rendimentos no público.

Mira Amaral antecipa novas eleições e Pedro Ferraz da Costa diz que, depois do documento dos 12 economistas do PS, este é mais um passo na degradação das expectativas, agora com a influência do PCP e do BE. João Duque é irónico: a direção até pode ser a certa, caso António Costa mostre que com a extrema-esquerda é impossível governar.