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Juros da dívida acentuam subida depois de decisão de Bruxelas

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O juros das Obrigações do Tesouro a 10 anos subiram no mercado secundário para 3,13% depois da Comissão Europeia deixar passar o "rascunho" de orçamento português para 2016 com o aviso de conter ainda "riscos de incumprimento do Pacto de Estabilidade e Crescimento". Prémio de risco em máximo desde 2014

Jorge Nascimento Rodrigues

As yields das Obrigações do Tesouro português (OT) no prazo de referência a 10 anos continuam a trajetória de subida no mercado secundário iniciada na quinta-feira. Pelas 17h (hora de Portugal), registavam 3,13%, um máximo nesta nova linha de OT lançada em janeiro e que vence em julho de 2026, segundo a Bloomberg.

Este nível de juros é, ainda, baixo em termos históricos, mas o prémio de risco tem vindo a subir, registando, agora, 283 pontos base, um máximo desde o verão de 2014, e já muito acima do verificado em junho de 2015 aquando do contágio da crise grega. Esse prémio equivale a um diferencial de mais de 2,8 pontos percentuais em relação ao custo de financiamento da dívida alemã.

Se tomarmos em linha de conta a OT que vence em outubro de 2025, a outra referência a 10 anos ainda utilizada por outras agências, o padrão de desempenho é similar. As yields subiram para 2,95% e o prémio de risco aumentou para 266 pontos base.

A declaração da Comissão Europeia de que deixa passar o "rascunho" do Orçamento de Estado português para 2016 mas com a advertência de que ainda revela "riscos de incumprimento do Pacto de Estabilidade e Crescimento" acentuou a trajetória de subida da curva das yields da OT a 10 anos, que, tendo descido entre as 14h e as 15h até 3,07%, inverteu a trajetória para o novo máximo, na linha de OT que vence en 2026.

A subida das yields das OT a 10 anos e do prémio de risco da dívida portuguesa está a ser, esta sexta-feira, superior à registada para a dívida grega.

  • Os juros da dívida portuguesa a 10 anos fecharam acima de 3% e o prémio de risco subiu para níveis não registados desde o verão de 2014, ultrapassando largamente o pico de 2015 aquando da crise grega. Para além de Portugal, estão sob stresse Grécia, Espanha e Itália