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Assembleia geral do BPI rejeita cisão de ativos africanos

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Rui Duarte Silva

Isabel dos Santos bloqueia projeto de cisão dos ativos africanos do banco liderado por Fernando Ulrich

O voto contra da Santoro, de Isabel dos Santos, foi suficiente para reprovar o projeto de cisão dos ativos africanos que o conselho de administração do BPI apresentou esta sexta-feira aos acionistas, reunidos em Serralves. A proposta precisava de dois terços para ser aprovada. Com o limite de votos a 20% ( a CaixaBank detém 44,4% do capital) Isabel dos Santos (18,6%) detém o poder de bloqueio, tendo em conta o universo de acionistas (83%) representado na AG.

Os outros principais acionistas (CaixaBank, Allianz ou família Violas) votaram favoravelmente ao projeto de cisão.

A proposta conduziria à criação de uma nova holding, que replica a atual estrutura acionista do banco e agregaria as participações do BPI em África: 50,1% do Banco de Fomento Angola (BFA), 30% do Banco Comercial e de Investimentos (MOçambique) e 100% da BPI Moçambique – Sociedade de Investimento.

O novo modelo foi a reposta encontrada pelo BPI à imposição do BCE de para o BPI reduzir a sua exposição a Angola, depois de ter considerado que o país não tem um sistema de supervisão bancário equivalente ao europeu.

Em Angola, o BPI já contara com a oposição do seu parceiro no BFA, a Unitel, dominado por um núcleo acionista liderado por Isabel dos Santos. A transferência de ativos precisa do aval da Unitel. E o Banco Nacional de Angola comunicou que só se pronuncia sobre o pedido do BPI, depois do aval do seu parceiro angolano.

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